MS amplia monitoramento climático com 19 novas estações em operação
Antes da expansão, o Estado contava com 43 unidades do Inmet e da rede estadual.
Mato Grosso do Sul deu um salto na capacidade de monitoramento do tempo e do clima com a entrada em operação de 19 novas estações meteorológicas automáticas.
RESUMO
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Mato Grosso do Sul investiu 7,8 milhões de reais na instalação de 19 novas estações meteorológicas automáticas, ampliando para 62 o total de unidades em operação. A iniciativa, realizada via Semadesc e Aprosoja/MS, visa reduzir vazios de monitoramento no Pantanal e no Norte do estado. As novas estruturas possuem transmissão via satélite e fornecem dados precisos sobre o clima, auxiliando o agronegócio, a defesa civil e a gestão pública no planejamento e enfrentamento de eventos extremos.
Com investimento de R$ 7,8 milhões, o Estado ampliou a cobertura territorial, reduziu vazios meteorológicos e aumentou a precisão das previsões climáticas em todas as regiões.
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Os recursos utilizados são oriundos do Fundems (Fundo para o Desenvolvimento das Culturas de Milho e Soja) e do Funter, fundos administrados pelo Governo do Estado.
A execução das melhorias ocorre por meio do Termo de Colaboração nº 1666, firmado entre a Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação) e a Aprosoja/MS, iniciado em julho de 2024 e com conclusão prevista para julho de 2028.
Com a nova estrutura, Mato Grosso do Sul passa a contar com 62 estações meteorológicas em funcionamento, integrando unidades do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) e da rede estadual.
Segundo o secretário da Semadesc, Artur Falcette, o investimento fortalece a capacidade do Estado de antecipar cenários críticos e aprimora a tomada de decisões no setor produtivo e na gestão pública.
Antes da ampliação, o Estado contava com 28 estações do Inmet e outras 15 implantadas pelo Governo em 2018, concentradas principalmente nas regiões Centro-Sul e Leste. A nova distribuição busca corrigir a baixa densidade de monitoramento em áreas do Pantanal e do Norte do Estado.

Das 19 novas unidades, 11 foram instaladas no Cerrado, em municípios como Alcinópolis, Água Clara, Inocência, Naviraí e Ribas do Rio Pardo. Outras oito foram posicionadas em regiões da planície pantaneira, como Nhecolândia, Paiaguás, Nabileque e Abobral, além de áreas ao longo do Rio Paraguai.
A ampliação permite maior resolução espacial dos dados meteorológicos, oferecendo informações mais precisas sobre chuva, temperatura, umidade e eventos extremos.
As estações contam com transmissão via satélite, inclusive em locais sem cobertura de telefonia, garantindo fluxo contínuo de informações.
O secretário adjunto da Semadesc, Alex Melotto, destacou que a nova configuração melhora a eficiência das ações do Governo e oferece mais segurança para o setor produtivo.
Os impactos atingem diretamente a agricultura e a pecuária. Com dados mais precisos, produtores podem planejar melhor o plantio, o manejo do solo, o uso de insumos e a alimentação dos rebanhos, reduzindo riscos e aumentando a produtividade.
Além do agronegócio, a rede ampliada fortalece áreas como defesa civil, gestão de recursos hídricos, saúde pública e energia.
Os dados coletados pelo Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima) subsidiam boletins, análises e ações preventivas contra secas, ondas de calor, tempestades e incêndios florestais.
Com a nova infraestrutura, Mato Grosso do Sul passa a integrar o grupo dos estados mais estruturados do país em monitoramento climático, ampliando sua capacidade de enfrentamento às mudanças climáticas e de planejamento de políticas públicas voltadas à adaptação ambiental.


