No mapa do trabalho escravo, MS tem 28 fazendas na "lista suja"
Lista Governo Federal revela casos em diversas regiões e resgate de trabalhadores em condições degradantes
Mato Grosso do Sul tem 28 propriedades rurais incluídas na nova atualização da “lista suja” do trabalho escravo, divulgada nesta segunda-feira (6) pelo Governo Federal. O cadastro reúne empregadores flagrados submetendo trabalhadores a condições análogas à escravidão. Ao todo, 613 empregadores foram "fichados" em todo o Brasil.
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Mato Grosso do Sul tem 28 propriedades rurais incluídas na nova atualização da lista suja do trabalho escravo, divulgada nesta segunda-feira (6) pelo Governo Federal. Ao todo, 613 empregadores foram cadastrados em todo o Brasil, com 169 novos incluídos nesta edição, resultando no resgate de 2.247 trabalhadores. No estado, os casos se espalham por municípios como Porto Murtinho, Nova Andradina e Aparecida do Taboado.
O documento público é divulgado semestralmente pelo Ministério do Trabalho, em abril e outubro, com o objetivo de dar transparência às ações de fiscalização. Nesta atualização, foram incluídos 169 novos empregadores, o que representa um aumento de 6,28% em relação à lista anterior. Desse total, 102 são pessoas físicas (patrões) e 67 são empresas (pessoas jurídicas).
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Em Mato Grosso do Sul, os casos se espalham por diferentes regiões. Em Corumbá, na Fazenda São José, foram resgatados 9 trabalhadores em situação irregular. Ainda no município, na Fazenda Rebojo, foram 4, e na propriedade Santo Antônio, 1 trabalhador. Também em Corumbá, a Fazenda Campo Alegre teve 8 trabalhadores resgatados, e na São José, outros 7.
Na região de Bonito, na Fazenda Formosa, foram resgatados 7 trabalhadores, enquanto na propriedade Formoso, também na zona rural do município, foram 8.
Já em Maracaju, na Fazenda Novo Futuro, foram 4 trabalhadores resgatados. Em Caracol, na Sucuri II, foram 5 trabalhadores, e na Fazenda Sobradinho, outros 3. No mesmo município, a Fazenda Guarujá registrou 11 trabalhadores resgatados.
Em Ribas do Rio Pardo, na Fazenda Represa, 12 trabalhadores foram encontrados em situação irregular. Um dos maiores casos no estado ocorreu em Porto Murtinho, na Fazenda Retiro São José, com 22 trabalhadores resgatados; na propriedade Bandeirantes, 7, da Boa Sorte, com outros 7, e da Invernada do Piri, localizada na Reserva Indígena Kadiwéu, com 1 trabalhador.
Em Nova Andradina, na Fazenda São Cristóvão I, foram resgatados 19 trabalhadores em situação análoga à escravidão. Já em Anastácio, na Fazenda Persistência, foram 3. Na região norte do estado, em Coxim, na Fazenda Bertoncin, foram 10 trabalhadores resgatados. Em Camapuã, na Fazenda São Camilo, foi encontrado 1 trabalhador.
Em Ponta Porã, na Fazenda São Lourenço, foram 5 casos; em Dourados, na Fazenda Marreta, foram 7 trabalhadores; Deodápolis, na Fazenda Progresso, 11 trabalhadores resgatados e, em Paraíso das Águas, na propriedade São João, foram 16. Em Aquidauana, na Fazenda Piúva, foram 9 trabalhadores resgatados; e em Nova Alvorada do Sul, na propriedade Vaca Branca, foram 5.
O segundo maior número registrado foi em Aparecida do Taboado, na Fazenda Pedra Negra, onde 20 trabalhadores foram resgatados. A propriedade P. A. Tamakavi, na zona rural de Itaquiraí, teve 7 trabalhadores resgatados.
Em âmbito nacional, entre os novos nomes incluídos estão o cantor Amado Batista e a montadora chinesa BYD.
No total, os novos casos incluídos no cadastro resultaram no resgate de 2.247 trabalhadores em situações de exploração. A atualização também removeu 225 empregadores que completaram dois anos na lista. Os casos desta edição ocorreram entre 2020 e 2025, em 22 unidades da Federação.
A reportagem do Campo Grande News deixa espaço aberto para manifestações das empresas citadas.
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