Investigação aponta fraude em sistemas federais para grilagem de terras em MS
Empresa de topografia em Campo Grande voltou a ser alvo de investigação nesta 3ª
Com alvo em duas empresas e seis pessoas, a Operação Terra Forjada, deflagrada nesta terça-feira (dia 7) pela PF (Polícia Federal), combate fraude em sistemas públicos federais para a grilagem de terras em Mato Grosso do Sul.
RESUMO
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A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (7) a Operação Terra Forjada, que combate fraudes em sistemas públicos federais para grilagem de terras em Mato Grosso do Sul. A ação mira duas empresas e seis pessoas suspeitas de manipular dados no SIGEF e no SICAR para simular posse de áreas rurais. Mandados são cumpridos em Campo Grande, Ribas do Rio Pardo e Ponta Porã. Entre os alvos está a Toposat Engenharia, já investigada na Operação Terra Nullius, em maio de 2025.
As investigações foram iniciadas na Base Quadrante em Corumbá, unidade implantada no município pantaneiro no auge da seca extrema e incêndios devastadores de 2024. A apuração apontou a manipulação de dados no SIGEF (Sistema de Gestão Fundiária) e SICAR (Sistema Nacional de Cadastro Ambiental Rural).
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O objetivo era simular domínio ou posse sobre áreas rurais, incluindo terra pública e propriedade privada regularmente constituída. Também foram identificados indícios de fraudes relacionadas à reserva legal, com inserção de informações inconsistentes para dar aparência de regularidade ambiental.
Conforme a PF, apurou-se que um responsável técnico por georreferenciamento teria inserido dados falsos nos sistemas oficiais, inclusive com uso indevido de código SNCR (Sistema Nacional de Cadastro Rural) vinculado a imóvel diverso, viabilizando tentativa de apropriação de terra pública e sobreposição indevida de área particular.
Os mandados de busca e apreensão são cumpridos em Campo Grande, Ribas do Rio Pardo e Ponta Porã.
Na Capital, um dos alvos é a Toposat Engenharia e Ambiental, no Jardim Autonomista. A empresa já foi investigada na Operação Terra Nullius, deflagrada em maio de 2025. A apuração foi sobre fraudes fundiárias envolvendo inserção de dados falsos em sistemas públicos, com o objetivo de simular posse e viabilizar a regularização indevida de áreas rurais, inclusive com indícios de grilagem de terras.
Nesta terça-feira, a reportagem tentou contato com a empresa, mas ninguém respondeu.
Terra Forjada, nome da operação, faz referência ao próprio método de investigação. Por meio do georreferenciamento de imagens, foi possível identificar com precisão a sobreposição espacial de áreas, elemento central para o esclarecimento das irregularidades apuradas.
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