Operação contra contrabando de cigarros sequestra 11 imóveis na Capital
Ação da PF e Receita mira grupo que distribuía produtos do Paraguai para vários estados
A operação "Rota Clandestina", realizada na manhã desta terça-feira (16), resultou no sequestro de 11 imóveis em Campo Grande, além do bloqueio de diversas contas bancárias. A ação também apreendeu celulares, documentos, imagens e veículos. A ação foi mobilizada pela PF (Polícia Federal) e a Receita Federal.
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“Hoje a gente apreendeu o aparelho celular, documentos, imagens, veículos, foram sequestrados 9 imóveis sequestrados em Campo Grande, 11 sequestrados com disponibilidade de bens. Foi determinado também o bloqueio de diversas contas bancárias”, disse o delegado da PF, Anezio Rosa de Andrade, em entrevista exclusiva ao Campo Grande News.
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A operação foi realizada pela Polícia Federal com apoio da Receita Federal. As investigações começaram em 2024, após flagrante comunicado pela PRF (Polícia Rodoviária Federal). “Com troca de informações entre as instituições e também posteriormente com a participação da Receita Federal, a gente conseguiu chegar nesse grupo criminoso que tinha essa especialização de internalização de cigarros de origem estrangeiro”, detalha.
Segundo informado, o grupo utilizava a região da fronteira com o Paraguai, no Cone Sul de Mato Grosso do Sul, para trazer os cigarros. “Ele trazia esse cigarro do Paraguai e tanto para, para venda aqui no mercado interno, usando aí a partir de a partir de entreposto aqui, tanto em Campo Grande, quanto no interior, com o escoamento também com venda para outros estados”.

Ao todo, foram cumpridos 14 mandados de busca, sendo 13 em Campo Grande e um em Minas Gerais. Nesta manhã, também foram realizadas cinco prisões e aplicadas medidas de monitoramento eletrônico na Capital. Durante os dois anos de investigação, houve ainda outros 12 flagrantes.
Anezio Rosa ainda detalha que os cinco presos em Mato Grosso do Sul têm atuação mais expressiva dentro da organização criminosa, participando de funções como logística, escoamento, distribuição e venda dos cigarros. “Normalmente, eles são distribuidores. Eles não vendem para o consumidor final. Então, eles vão vender para outras pessoas que revendem em outros estados ou aqui dentro do Mato Grosso do Sul”, pontua.
Durante as investigações, também foi identificada a prática do “dólar cabo”. “É uma prática comum em investigações em crimes transnacionais que é basicamente a compensação financeira entre dois países para o para o dinheiro não circular pelo mercado tradicional de valores”, explicou. Também foram constatados outros três crimes: lavagem de capitais, organização criminosa e contrabando.
O delegado explica que, a partir das apreensões realizadas, será feita a análise do material recolhido, o que pode levar a novas fases da operação. “A gente analisa agora o material apreendido para avaliar se ainda tem outras pessoas, se existe alguém na estrutura hierárquica que a gente não tinha identificado no primeiro momento, é alguém algum algumas outras lideranças ou alguns outros membros que ainda não foram identificados e havendo novas informações a gente pode deflagrar outras fases”, encerrou.
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