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Cidades

Operação mira facção que usava supermercado para lavar dinheiro em MS

Mandados são cumpridos em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Rio de Janeiro contra grupo investigado

Por Gabi Cenciarelli | 25/06/2026 13:37
Operação mira facção que usava supermercado para lavar dinheiro em MS
Equipes cumprindo mandados em diferentes estados (Foto: Divulgação)

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quinta-feira (25), a Operação Fluxo Oculto, terceira fase de uma investigação contra uma facção criminosa que utilizava empresas, entre elas um supermercado, para lavar dinheiro do tráfico de drogas. Ao todo, são cumpridas 90 ordens judiciais em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Rio de Janeiro.

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou a Operação Fluxo Oculto, terceira fase de investigação contra uma facção criminosa interestadual. Foram cumpridas 90 ordens judiciais, incluindo 13 prisões, 19 buscas e apreensões e 58 cautelares. A Justiça bloqueou R$ 9,3 milhões dos investigados, que usavam empresas para lavar dinheiro do tráfico. As ações abrangem Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Rio de Janeiro.

As ordens foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias do Polo de Sinop e incluem 13 mandados de prisão, 19 de busca e apreensão e 58 medidas cautelares diversas. Também foi determinado o bloqueio de R$ 9,3 milhões em ativos financeiros dos investigados.

Segundo a Draco (Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado) de Sinop, responsável pelas investigações, a organização criminosa utilizava empresas formalmente constituídas para dar aparência de legalidade aos recursos obtidos com o tráfico. Um dos estabelecimentos investigados é um supermercado em Cláudia (MT), apontado como peça do esquema de lavagem de dinheiro.

Ao todo, 31 pessoas físicas e duas empresas são investigadas por participação direta ou indireta na organização criminosa. Conforme a Polícia Civil, parte do dinheiro arrecadado com a venda de drogas em Mato Grosso era enviada ao Rio de Janeiro, revelando uma estrutura financeira montada para movimentar e ocultar os lucros da facção.

"As investigações demonstraram que a facção criminosa utilizava empresas legalmente constituídas para mascarar a origem ilícita dos valores obtidos com o tráfico de drogas. O objetivo era conferir aparência de legalidade ao dinheiro e permitir sua circulação no mercado formal", afirmou o delegado Eugênio Rudy Junior.

Operação mira facção que usava supermercado para lavar dinheiro em MS
Equipes em buscas (Foto: Divulgação)

A Operação Fluxo Oculto é desdobramento de uma investigação iniciada em 2025, após a prisão em flagrante de dois integrantes da facção em Cláudia (MT).

Em março deste ano, a Polícia Civil deflagrou a Operação Aurora Fronteiriça, quando apreendeu 525 quilos de cocaína e pasta base pertencentes ao mesmo grupo criminoso.

Já em maio, durante a segunda fase da investigação, batizada de Operação Vinculum Sanguinis, foram apreendidos 25 quilos de pasta base de cocaína, R$ 169 mil em dinheiro e determinado o sequestro judicial de mais de R$ 3 milhões em bens e valores. Três pessoas também foram presas em flagrante.

Com o avanço das investigações, os policiais identificaram que a facção mantinha uma estrutura financeira voltada exclusivamente para ocultar e movimentar os recursos do tráfico, dando origem à terceira fase da operação, focada no rastreamento do patrimônio e na descapitalização da organização criminosa.

As investigações continuam com a análise dos materiais apreendidos e dos dados obtidos durante o cumprimento das medidas judiciais.


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