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Campo Grande, Terça-feira, 20 de Agosto de 2019

05/05/2019 08:02

Santa Casa retoma negociação e equipe de cirurgiões volta ao trabalho

Contrato com 21 médicos havia sido rompido, após negociação frustrada para mudança de regime

Silvia Frias
No sábado, apenas um cirurgião estava no plantão, depois do rompimento do contrato (Foto/Arquivo)No sábado, apenas um cirurgião estava no plantão, depois do rompimento do contrato (Foto/Arquivo)

Os 21 médicos que compõem a equipe de cirurgia geral da Santa Casa voltaram ao trabalho ontem, depois de retomada da renegociação dos contratos com o hospital. O serviço havia sido suspendo após rompimento de contrato com a instituição.

A reunião foi realizada ontem, logo após a decisão da Santa Casa de rompimento de contrato com os profissionais. O Campo Grande News teve acesso à ata da reunião em que foi definida a retomada do serviço.

O rompimento do contrato veio depois de um mês de negociação, em que os médicos queriam ser enquadrados no regime CLT, com garantias e vínculos empregatícios e, caso não fossem atendidos, encerrariam as atividades em 30 dias. Antes disso, a Santa Casa optou por acabar com o contrato.

Discussão - participaram da reunião a equipe médica da cirurgia geral, presidente do Sindicato dos Médicos de MS, Flávio Freitas Barbosa, presidente do Conselho Regional de Medicina, Alex Fabiano Finamore, diretoria técnica em substituição, Priscila Oliveira, a vice-presidente do hospital, Gracita Barbosa e os secretários Municipal (José Mauro Pinto de Castro Filho) e Estadual (Geraldo Rezende) de Saúde.

Na reunião,Priscila disse que houve “ruído” na negociação. Por causa do impasse, apenas um  médico estava no plantão de sábado e o hospital estava disposto a retomar a discussão.

Os médicos reiteraram que foi a Santa Casa quem encerrou o contrato em plena negociação. Foi citada a data de 25 de abril, em que a categoria pedia contratação pelo regime CLT, o que seria “inviável e inegociável” segundo a instituição e, por isso, foi acertada um contrato de prestação de serviços como pessoa física, mas, no dia 30, a resposta do hospital foi diferente dos termos acordados.

A partir daí, seriam 15 dias de negociação, prazo que não foi respeitado pelo hospital ao definir pelo rompimento do contrato.

Novamente, a diretoria do hospital afirmou que a negociação não havia sido finalizada e pediu o retorno dos plantonistas, dizendo que voltariam a debater o assunto nesta segunda-feira, às 8 horas.

O secretário José Mauro lembrou o tempo que era diretor clínico do hospital em que brigava para que o atual momento não chegasse e que o problema do vínculo empregatício é realidade em todas as santas casas. Ainda citou o “amadorismo” na contratação.

Depois do debate, o cirurgião Heitor Soares de Souza reiterou pedido de garantia de vínculo de celetistas dos colegas e disse que o serviço será retomado, pedindo somente “uns minutos” para reorganização da escala.

A garantia dada por Priscila Oliveira foi a retomada das negociações e que nenhum cirurgião fora do grupo será contratado no prazo de 30 dias. Além disso, o colega que estava no trabalho, em caráter emergencial, seria desligado.

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