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Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

18/03/2011 09:40

Após tragédia, campo-grandenses não conseguem retornar do Japão

Aline dos Santos
Em Tóquio, brasileiros cobram ajuda do governo para voltar ao país. (Foto: Reprodução)Em Tóquio, brasileiros cobram ajuda do governo para voltar ao país. (Foto: Reprodução)

Uma semana depois de o Japão ser devastado por terremoto e tsunami, os brasileiros não conseguem voltar para a casa.

A ameaça da radioatividade, que emana da usina nuclear de Fukushima, o alto custo de vida e a falta de trabalho forçam o caminho de volta para os que foram tentar a sorte do outro lado do mundo.

“Tem que ficar na espera”, relata o campo-grandense José Ricardo Delmondes, que há 16 anos mora no Japão. Segundo ele, não há nem previsão de quando terá passagem aérea disponível para o Brasil.

De mala pronta, ele aguarda para voltar a ver a esposa e filho. “Estão todos desesperados devido à radiação”, conta, sobre o temor da família.

Ele mora na cidade de Mie ken tsu shi. “Aqui tem muita gente de Campo Grande”, afirma.

Além das dificuldades do retorno, o futuro incerto em terras brasileiras aflige. Ele temem o desemprego na volta a Mato Grosso do Sul. A catástrofe força a gastar as economias.

“Tem pessoas desesperadas para voltar. Estão gastando as economias que juntaram durante anos para comer. Não tem trabalho e aqui o custo de vida é altíssimo”, salienta José Ricardo, que vai dar abrigo a uma família de amigos. “os brasileiros são muito unidos. É um ajudando o outro”.

Ontem, o Jornal Nacional mostrou o protesto no consulado brasileiro em Tóquio. Com cartazes, eles cobravam ajuda do governo federal para deixar o Japão.

Segundo agências de turismo, só há voo disponível para o Brasil daqui a 11 dias. Eles pedem que seja enviado um avião da Força Aérea. Por sua vez, o Itamaraty informou que a prioridade é remover as pessoas das áreas de risco extremo e que o Brasil não tem condições de retirar, de avião, os 254 mil brasileiros que vivem no Japão.

De volta - Presidente da Associação Nipo Brasileira de Mato Grosso do Sul, Bernardo Tibana, afirma que muitas famílias buscam ajuda para trazer parentes de volta.

“Temos recebidos muitos telefonemas. As famílias tentam agilizar o retorno. Sugerem financiamento de passagem”, conta. Porém, reforça que as entidades nacionais é que deverão pressionar o governo federal. “São 15 mil pessoas do Estado no Japão. Vai que 10% queiram voltar. Não temos condições de pagar as passagens”.

Para Tibana, logo que as companhias restabeleçam os voos, muitos terão condições de custear o próprio retorno. Porém, ressalta que nem todos estavam preparados financeiramente para a situação.

De partida - Segundo Tibana, “por incrível que pareça”, há muitos sul-mato-grossense esperando a normalização do tráfego aéreo para embarcar com destino à “Terra do Sol Nascente”. “Tem gente que está com passagem marcada”, conta.

São pessoas que até encontram emprego por aqui, mas o valor do salário não permite juntar economias. “São pessoas que querem ganhar mais do que o suficiente e voltar para o Brasil para investir”.



Moro no nihon, a muitos anos e acho que tem pessoas se aproveitando da tragedia que a teve aqui para poder ir embora, quem Mora em MieKen TsuShi, esta um pouco longe das cidades atingidas, quem quer ir embora n custa nada esperar...O Nihon ja passou por muitas trajedias e tenho certeza que os japoneses tem garra, espirito de luta p sair desta...N se aproveitem da dor deles...
 
Leandro Amaral Fuji em 18/03/2011 10:19:26
ola nao acredito nessa conversa que nao tem dinheiro para ir embora os brasileiros estam aproveitando da situaçao. e porque nao querem trabalhar gostam de fikar desfilando por aqui , se eles querem ir vao com seu proprio recurso nao fikem fazendo kara de coitados vou ficar aqui com trabalho ou sem trabalho sou brasileiro .
 
alessandro melo em 18/03/2011 06:26:00
Esses brasileiros estão certos em pedir ajuda para voltar. O sucatão da FAB poderia fazer viagens de resgate, pois existem famílias com crianças pequenas que não podem ficar na incerteza e nas desculpas do governo. Os aviões da FAB de transporte (amazonas/hércules) estão gastando combustíveis todos os dias com treinamentos vis, sem nenhuma utilidade prática. Esse combustível pode ser usado nas viagens de resgate.
 
Jôni Coutinho em 18/03/2011 03:54:38
Sou descendente de japones e ja morei no japão, e o que o Leandro falou é certinho. Mie ken é bem longe de onde aconteceu a tragédia. Engraçado esse povo vai pra lá e agora quer que o governo traz de volta? O Governo tem que se preocupa é com a enchente que atigiu Aquidauana, Dois irmãos do Buriti, Miranda, Pantanal. O governo japonês que cuide do Pais deles e de quem la vive.
 
Pedro Santiago em 18/03/2011 02:47:18
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