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30/10/2015 18:07

Acusado do Caso Motel é promovido a 1º sargento pelo Comando Geral da PM

Alan Diógenes

Um dos acusados de ter cometido o duplo homícidio do estudante Murilo Boarin Alcalde e da garota de programa Eliane Ortiz, no dia 21 de junho de 2005, Getúlio Morelli dos Santos, foi promovido pelo Comando Geral da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul a 1º sargento. Em novembro do ano passado, o TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) decidiu desarquivar o Caso Motel, como o crime ficou conhecido, a pedido do MPE (Ministério Público Estadual).

Conforme decreto publicado no Diário Oficial do Estado de ontem (29), Getúlio foi promovido por ressarcimento de preterição, ou seja, quando um militar pede pra receber promoção alegando que outro militar com menos tempo de serviço conseguiu ser promovido antes dele. Ou seja, como foi aceito o pedido, ele terá que ser ressarcido em relação ao período que ficou sem promoção, neste caso, dois anos.

Getúlio ganhava R$ 6.518,53 quando 2º sargento. Agora como 1º sargento irá R$ 8.092,50; a diferença a mais é de R$ 1.573,97. Como o valor será ressarcido, a diferença será multiplicada por 24 meses, o que dá cerca de R$ 37, 7 mil ao total.

Caso - No ano passado, o STJ (Superior Tribunal de Justiça), não acolheu recurso do MPE, que pretendia levar a júri popular três acusados pelo duplo homicídio: Getúlio, Adriano de Araújo Mello e Írio Vilmar Rodrigues. Getúlio e Adriano são policiais militares. Írio é acusado de ser traficante. Também foi denunciado Ronaldo Villas Boas Ferreira, que também estaria envolvido nos crimes.

A decisão do STJ que negou recurso para que os acusados fossem a júri popular chegou a ser analisada pela OAB/MS (Ordem dos Advogados do Brasil). O objetivo era verificar se existia algum recurso jurídico contra o desfecho de impunidade.

O casal foi encontrado morto em um quarto de um motel de Campo Grande, no dia 21 de junho de 2005. As suspeitas eram de que Murilo e Eliane, ambos de 21 anos, foram assassinados em outro local e desovados no motel. Para o MPE o duplo assassinato estaria ligado ao tráfico de drogas.

 

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