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11/06/2014 16:17

Adolescente confessou à avó morte de policial e a pressionou para fugir

Lidiane Kober e Filipe Prado
Kelvin e Rafael, dois dos quatro envolvidos na morte de policial, foram apresentados à imprensa hoje (Foto: Cleber Gellio)Kelvin e Rafael, dois dos quatro envolvidos na morte de policial, foram apresentados à imprensa hoje (Foto: Cleber Gellio)

Antes de morrer no confronto com policiais, Everton Rosa da Silva, 17 anos, acusado de ser um dos responsáveis pelo assassinato do policial militar Rony Mayckon Varoni de Moura da Silva, 28, confessou a avó o crime e a pressionou para lhe pagar passagem a São Paulo com o intuito de fugir. A confissão ajudou a polícia a chegar até ele e a descobrir os detalhes do latrocínio.

O crime ocorreu no dia 3 de junho e, dois dias depois, os policiais identificaram o adolescente e foram até a casa da sua avó, no Jardim Aero Rancho. Na abordagem inicial, descobriram que a família fez contato com a mãe de Everton, que reside em São Paulo.

Mesmo sabendo da passagem da polícia pela residência, ele voltou, no sábado (9), a procurar a avó em busca de dinheiro para deixar o Estado. “Ele queria que avó comprasse passagem para ir morar com a mãe", relevou, nesta quarta-feira (11), em entrevista coletiva, o delegado Fábio Peró, responsável pelas investigações.

Na mesma data, o adolescente morreu, após trocar tiros com policiais do 10ª Batalhão. Agora, os demais acusados pelo crime, Kelvin Willian Santarosa da Silva, de 21 anos, e Rafael Fernandes de Quadros, 23, aproveitam a ausência do comparsa para o responsabilizá-lo pelo planejamento do latrocínio e por acertar uma das balas que matou o policial.

Eles afirmam que o adolescente sabia da presença de um policial no carro abordado e do transporte de malote de R$ 20 mil da empresa de refrigerantes Funada. “Eles tinham a intenção de matar e pegar o malote e, provavelmente, estão colocando a culpa no adolescente, porque ele não está mais entre nós”, comentou o delegado.

Por este motivo, ele concluiu que a morte de Everton acabou prejudicando as investigações por ter não condições de confrontar as informações. Além dos três, Alexandre Barretos de Castro, de 19 anos, é o quarto envolvido no latrocínio. Ele está foragido.

O crime – Ainda durante a apresentação de Kelvin e Rafael, o delegado detalhou as circunstância do latrocínio. Após colher depoimentos, Peró constatou que o policial percebeu estar sendo seguido por duas motos e decidiu acelerar. “Na hora, os criminosos reagiram com tiros e acertaram dois na cabeça de Rony, que desabou sobre o volante”, disse.

Ao lado do policial, estava o cabo Valmor Novak Obregon. Ele tentou assumir a direção e, ao mesmo tempo, disparou contra os assaltantes. Eles fecharam a passagem do veículo e a troca de tiros seguiu até eles desistirem do crime. Valmor saiu ileso.

Os quatro acusados têm várias passagens pela polícia. Kelvin é acusado de porte ilegal, tentativa de homicídio e roubo; o adolescente tem na ficha roubo, porte ilegal e tráfico. Ele saiu da Unei no dia 22 de maio. Rafael é acusado de dirigir sem habilitação e Alexandre, por receptação e furto.

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