Após perder bebê, mulher diz que seria morta e deixada no Inferninho
Vítima relatou cortes com garrafa, queimaduras e cárcere privado em Campo Grande
Jovem de 20 anos denunciou o companheiro por uma sequência de agressões que, segundo relato prestado à polícia, provocaram a perda de uma gestação de cinco meses em Campo Grande. No boletim registrado na 1ª Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher), ela também afirmou que sofreu novos ataques na madrugada desta sexta-feira (1º), quando foi ferida com garrafa quebrada, teve a mão queimada com cigarro e acabou levada à força para a região do Inferninho, onde o homem teria ameaçado matá-la e esconder o corpo.
RESUMO
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O suspeito foi localizado pela Polícia Militar e encaminhado para a delegacia.
As agressões mais recentes aconteceram em uma casa na Rua Leopoldina região da Vila Nasser, onde o casal morava. Conforme depoimento da vítima, o companheiro quebrou uma garrafa durante discussão e usou os pedaços de vidro para cortar o braço direito dela. A jovem também relatou queimaduras provocadas por bituca de cigarro na mão esquerda.
Segundo o boletim, a vítima gritava por socorro enquanto era atacada dentro da residência. Ela afirmou que o suspeito repetia ameaças de morte e a impedia de sair do imóvel.
A jovem disse ainda que não conseguiu pedir ajuda porque o companheiro havia quebrado o celular dela cerca de 15 dias antes. Conforme relato à polícia, ela tentava deixar a casa e chamava um carro por aplicativo quando o homem tomou o aparelho e o destruiu com socos.
Horas depois, a vítima convenceu o suspeito a levá-la até uma unidade de saúde por causa do sangramento intenso no braço. No entanto, segundo a denúncia, o homem saiu de moto com a mulher e seguiu para o Inferninho, região de cachoeiras e mata na zona rural de Campo Grande.
Durante o caminho, conforme relato da jovem, o companheiro dizia que a mataria no local e depois contaria que ela havia desaparecido. A vítima afirmou que implorou para não ser assassinada quando percebeu para onde estava sendo levada.
Depois de retornar para a residência, a mulher conseguiu usar o celular do suspeito para mandar mensagem à mãe pedindo ajuda. A Polícia Militar foi acionada e encontrou o homem em outro endereço, na casa da mãe dele, na Vila Santo Amaro.
No depoimento à Deam, a jovem afirmou que sofria agressões frequentes durante o relacionamento. Segundo ela, uma das sessões de violência aconteceu enquanto estava grávida de cinco meses e provocou a perda do bebê.
A vítima relatou que sofreu socos na costela, chutes nas pernas e nas costas, além de cortes na orelha durante a gestação. Ela contou ainda que o companheiro esfregava canela no rosto dela e dizia que aquilo faria o bebê morrer.
Conforme o boletim, a mulher passou recentemente por curetagem na Maternidade Cândido Mariano depois de uma hemorragia. Ela autorizou a polícia a acessar o prontuário médico relacionado à gravidez.
A vítima pediu medidas protetivas de urgência e manifestou interesse em representar criminalmente contra o suspeito. Ela recusou acolhimento na Casa da Mulher Brasileira e atendimento psicossocial naquele momento.


