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Economia

Dólar fecha abaixo de R$ 4,90 e renova menor patamar desde 2024

Moeda caiu com reação do mercado ao impasse entre EUA e Irã; Ibovespa recuou 1,19%

Por Gustavo Bonotto | 11/05/2026 19:01
Dólar fecha abaixo de R$ 4,90 e renova menor patamar desde 2024
Cédula do dólar. (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

O dólar fechou em queda de 0,06% nesta segunda-feira (11), cotado a R$ 4,89, no menor nível desde janeiro de 2024. A desvalorização ocorreu em meio à repercussão do novo impasse entre Estados Unidos e Irã sobre um possível acordo de paz no Oriente Médio. No mesmo dia, o Ibovespa encerrou o pregão com recuo de 1,19%, aos 181.909 pontos.

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O dólar fechou em queda de 0,06% nesta segunda-feira, cotado a R$ 4,89, menor nível desde janeiro de 2024, enquanto o Ibovespa recuou 1,19%, aos 181.909 pontos. O mercado reagiu ao impasse entre EUA e Irã, após Trump classificar as exigências iranianas como inaceitáveis, elevando o petróleo Brent a US$ 104,13. O Boletim Focus elevou pela nona semana seguida a projeção da inflação para 2026, a 4,91%, acima da meta de 3%.

Durante a sessão, a moeda norte-americana chegou à mínima de R$ 4,8857. No acumulado do ano, o dólar registra queda de 10,88%.

O mercado internacional reagiu às declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Republicano), que classificou como “totalmente inaceitáveis” as exigências do Irã para encerrar o conflito na região. A tensão elevou o preço do petróleo e aumentou a preocupação com possíveis impactos na economia global.

O barril do petróleo Brent, referência internacional, subiu 2,80% e fechou cotado a US$ 104,13. Já o WTI (West Texas Intermediate), referência nos Estados Unidos, avançou 2,71%, para US$ 98,01.

No Brasil, investidores acompanharam a divulgação do Boletim Focus, relatório semanal do Banco Central. Economistas elevaram pela nona semana seguida a projeção da inflação para 2026, que passou de 4,89% para 4,91%.

A estimativa permanece acima da meta de 3% definida pelo Banco Central. O avanço das projeções ocorre em meio à alta do petróleo, que pode pressionar os preços dos combustíveis e elevar o custo de vida.

O mercado financeiro manteve a expectativa de redução gradual da taxa Selic nos próximos anos. Atualmente, os juros básicos do país estão em 14,5% ao ano.