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Capital

Com Fiocruz, prefeitura discute futuro da pandemia e “desmame” de máscaras

Secretário disse que fim da obrigatoriedade depende de dados da covid-19 e vacinação, que ainda não tem prazo

Por Adriel Mattos e Aletheya Alves | 26/10/2021 15:59
Capital recebeu técnicos da Fiocruz e da Saúde do Rio de Janeiro para encontro. (Foto: Paulo Francis)
Capital recebeu técnicos da Fiocruz e da Saúde do Rio de Janeiro para encontro. (Foto: Paulo Francis)

A Prefeitura de Campo Grande realizou nesta terça-feira (26), reunião do comitê de operações emergenciais sobre a pandemia de covid-19. Participaram técnicos da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), da Defensoria Pública e da Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro.

O objetivo, desta vez, foi compartilhar experiências da capital fluminense. “Eles têm uma experiência muito importante. Que a gente possa avaliar o cenário de Campo Grande baseado nos números, nosso cenário de casos, notificação de testes, internações, óbitos e vacinação”, disse o secretário municipal de Saúde de Campo Grande, José Mauro de Castro Filho.

A médica infectologista da Fiocruz, Betina Durovni, citou que a flexibilização no Rio também considera resultados de eventos-teste. “Estamos avançando com algumas medidas, por exemplo, com alguns eventos-testes. Vamos planejando de acordo com níveis de vacinação e queda dos indicadores para planejar alguma flexibilização por etapas”, detalhou.

O superintendente de Vigilância em Saúde do Rio de Janeiro, Márcio Henrique Garcia, explicou que já foram realizados dez eventos-teste, mas algumas restrições devem permanecer por mais tempo.

“Estamos fazendo com muita cautela, mas principalmente para mostrar que a vacinação é a melhor ação. Hoje, toda a discussão de retirar algumas restrições estão baseadas em cenário favorável (redução de casos e óbitos) e ampliação da cobertura vacinal. Com 75%, a gente espera atingir o próximo nível de retomada, procurando uma vida mais próxima do normal. Normal nunca vai ser, porque com tantos casos e óbitos a gente não pode normalizar”, salientou.

Questionado sobre as restrições, Castro Filho frisou que as máscaras devem permanecer obrigatórias. “Temos os planos de biossegurança que devem ser mantidos, mas sobre a máscara, temos que avaliar parâmetros de casos de cobertura vacinal em Campo Grande, índice de notificações, internações e óbitos”, afirmou.

Até segunda-feira (26), Campo Grande tinha 139.136 casos confirmados e 4.097 mortes por covid-19, segundo a Secretaria de Estado de Saúde. Por outro lado, 652.403 pessoas já tomaram a primeira dose da vacina e 583.766 completaram o ciclo vacinal, o que representa 64,43% de imunização.

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