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Campo Grande, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

29/08/2012 14:47

Condenado a 16 anos homem que matou travesti e queimou corpo

Nadyenka Castro

Ele nega ter colocado fogo no cadáver e diz que agiu em legítima defesa porque foi agredido

Irondi, no banco dos réus, disse que agiu por legítima defesa. (Foto: Mariana Lopes)Irondi, no banco dos réus, disse que agiu por legítima defesa. (Foto: Mariana Lopes)

Em júri popular realizado nesta quarta-feira, em Campo Grande, Irondi Aires Gonçalves foi condenado a 16 anos de prisão por ter matado a travesti Rui Manoel Gonçalves Ferreira, na época com 43 anos, e ter colocado fogo no corpo. O crime aconteceu na manhã do dia 11 de novembro de 2009, na rua Texaco, bairro Marcos Roberto, residência do réu.

Irondi alegou que agiu por legítima defesa porque foi agredido pelas costas enquanto “fumava e tomava cachaça” e que não queimou o corpo de Rui. A acusação entende que Irondi agiu com recurso que dificultou a defesa da vítima e que colocou fogo no cadáver.

Os jurados reconheceram a tese do MPE (Ministério Público Estadual) e votaram pela condenação de Irondi nos dois crimes: homicídio qualificado e ocultação de cadáver.

Na sentença, o juiz Aluízio Pereira dos Santos, da 2ª Vara do Tribunal do Júri, cita que conta a favor de Irondi a confissão do homicídio, mas, pesa contra ele outros fatores.

Corpo foi encontrado na laje da residência, onde havia uma piscina. (Foto: Simão Nogueira)Corpo foi encontrado na laje da residência, onde havia uma piscina. (Foto: Simão Nogueira)

“Agiu com dolo intenso, tendo em vista que desferiu vários

golpes de instrumento contundente (caibro) na vítima, inclusive na

cabeça, aliás, trincando ao meio a calota craniana (...) que demonstrou sua nítida intenção em assassiná-la”, cita o magistrado.

O juiz continua. “ A personalidade e a conduta social destoam dos interesses da sociedade, pois não há provas de que trabalha, pelo

contrário, vivia perambulando pelas ruas, além de que utilizava da sua

residência como ponto de encontro de usuários de drogas, onde todos

badernavam, sendo que várias pessoas do bairro viviam amedrontadas”.

O magistrado também citou outro processo pelo qual Irondi responde no Paraná e pelo qual está preso. Ele é acusado de matar a esposa . A acusação não foi levada em consideração para o cálculo da pena.

Pelo homicídio de Rui, Irondi foi condenado a 14 anos e seis meses de prisão, tendo redução de seis meses pela confissão. Pela ocultação de cadáver, a dois anos e 30 dias multa.

Irondi foi condenado ao total de 16 anos de prisão em regime fechado e 30 dias multa no valor de um trigésimo do salário mínimo vigente a época dos crimes. A defesa de Rui deve recorrer da condenação.



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