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Em Pauta

Entre respeito e abandono: tratando idosos na Antiguidade

Por Mário Sérgio Lorenzetto | 08/05/2024 08:30
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A visão da longevidade apresenta diferenças gritantes entre as civilizações mais famosas. Em algumas, os idosos eram considerados pessoas com grande sabedoria e experiência. Mas havia aquelas onde o idoso era desprezado, e se converteram em pessoas marginalizadas que tinham de buscar a vida de forma degradante.


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Respeitadas no Egito.

As poucas pessoas que conseguiam chegar à velhice no Egito eram muito respeitadas. Nunca eram ridicularizados. A expectativa de vida era curta, girava em torno de 34 anos. Suas palavras e conselhos - acreditavam que os idosos tinham grande sabedoria e experiência - eram tidos quase como leis. Também protegiam os idosos. A sociedade egípcia dizia que eles viviam em um estado de "amaku", que consistia em assegurar-lhes o alimento e o bem estar durante essa crucial etapa da vida.


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Desrespeito total na Grécia. Motivo de chacotas.

Envelhecer na Grécia era uma maldição. Entendiam que o envelhecimento era uma maldição dos deuses. Na prática, era uma condenação que levava a muitos a cometer suicídio. Quanto aos cuidados para os idosos, a Grécia viveu em duas etapas bem distintas. Durante o tempo em que governava o reformador Solon, houve a imposição de uma lei drástica: ameaçava com a perda da cidadania todo aquele que não cuidasse de seus idosos. Mas foi um tempo curto. A expectativa de vida dos gregos era de tão somente 35 anos. Os idosos, aqueles que conseguiam chegar aos sessenta anos, eram comumente abandonados à própria sorte. Os mais jovens costumavam fazer piadas das debilidades físicas ou mentais dos idosos.


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Poder total aos idosos em Roma.

A palavra "Senado" vem da latina "Senex", que significa sênior, idoso. Senado era (e ainda é) a casa onde o poder pertencia aos idosos. Eles tinham entre 46 e 60 anos. A idade média em Roma era de quarenta anos. O número de homens idosos era o dobro de mulheres devido às mortes no parto. Há uma característica da velhice romana que é inigualável. Eles tinham muito orgulho de suas rugas, dos pômulos caídos e da boca funda por falta de dentes. Idoso também tinha vasto poder no âmbito familiar. Estavam acima de qualquer outra pessoa. Eram a autoridade suprema nas residências.


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Patriarcas e sábios em Israel.

Os livros do Antigo Testamento contém informação abundante sobre essa pauta. Respeito ao idoso tem duas fases bem distintas. Na época dos patriarcas (1.813 - 1.506 a.C), até o período dos juízes (1.398 - 1.043 a.C.) os idosos desempenharam um papel fundamental e foram considerados os chefes naturais do povo. Disponham de amplos poderes religiosos e judiciais. Exageravam tanto, nesse longo período, que diziam como formarem tratados, Matusalém chegou aos 969 anos e Noé perdeu por pouco, teria chegado aos 950 anos. Também criaram um conselho de sábios constituído por idosos. "Honrarás a teu pai e tua mãe" é o quarto mandamento da lei mosaica judaica. Mas esse respeito caiu por terra na época dos reis. Perderam autoridade e respeito. E inverteram. Intensificaram cruéis alusões aos limites físicos e às debilidades próprias da velhice.

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