ACOMPANHE-NOS     Campo Grande News no Facebook Campo Grande News no X Campo Grande News no Instagram Campo Grande News no TikTok Campo Grande News no Youtube
SETEMBRO, SEGUNDA  14    CAMPO GRANDE 26º

Capital

Contrato da Santa Casa estourou R$ 241 mil sem aditivo para serviços de cobrança

Esse pagamento extra desprovido de respaldo legal é parte de uma engrenagem de uma sangria ainda maior

Por Lucia Morel | 14/09/2026 17:25
Contrato da Santa Casa estourou R$ 241 mil sem aditivo para serviços de cobrança
Sede da Operadora Santa Casa Saúde, na avenida Fernando Corrêa da Costa, em Campo Grande. (Foto: Reprodução Google Maps)

Um contrato de R$ 2,16 milhões ao ano para serviços de gestão, controle de inadimplência e emissão de boletos da Operadora Santa Casa Saúde acabou custando bem mais do que o papel previa. Registros contábeis analisados pelo Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção) apontam que a empresa Duarte Soluções Creditícias recebeu, na prática, R$ 2.401.837,10.

RESUMO

Nossa ferramenta de IA resume a notícia para você!

Contrato de R$ 2,16 milhões firmado pela Operadora Santa Casa Saúde com a empresa Duarte Soluções Creditícias resultou em pagamento real de R$ 2,4 milhões, uma diferença de R$ 241 mil sem respaldo legal ou aditivo contratual. Segundo investigação da Operação Antidotum, o grupo ligado ao advogado Paulo da Cruz Duarte recebeu mais de R$ 9,6 milhões da operadora em 2025, período em que a instituição acumulava déficit de R$ 3,55 milhões.

A diferença de R$ 241.837,10 a mais foi paga sem que houvesse nenhum termo aditivo formalizado ou apresentado ao Conselho Fiscal da instituição para justificar o estouro no orçamento.

Esse pagamento extra sem respaldo legal não é um caso isolado, mas sim uma pequena engrenagem de uma sangria financeira muito maior revelada pela Operação Antidotum e retratada aqui pelo Campo Grande News.

Segundo detalhes do pedido de prisão e busca e apreensão do Gecoc à Justiça, os R$ 241 mil a mais somam-se a uma fatura pesada. Em 2025, a mesma empresa e o grupo ligado ao advogado Paulo da Cruz Duarte abocanharam mais de R$ 9,6 milhões da operadora. Tudo isso aconteceu enquanto o plano de saúde acumulava um rombo de R$ 3,55 milhões.

Além da gestão e cobrança, a mesma empresa cobrou por serviços de publicidade (R$ 96 mil) que se misturavam com faturas de outras gráficas investigadas, além de comissões milionárias. Assim como aconteceu com o estouro nos valores de cobrança, a investigação mostra que a regra da gestão era sonegar documentos, omitir relatórios e esconder dos órgãos de controle para onde ia o dinheiro.

Para os investigadores, esse tipo de gasto inflado e sem controle era a forma usada para drenar os cofres da Santa Casa em benefício de um grupo particular, enquanto a instituição de saúde afundava em dívidas. O espaço segue aberto para a defesa dos envolvidos.

Desde a última sexta-feira o Campo Grande News tenta contato com as defesas dos envolvidos para saber sua posição sobre as denúncias e segue com espaço aberto para respostas.

Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para acessar o canal do Campo Grande News e siga nossas redes sociais.