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Campo Grande, Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017

04/06/2012 16:16

Crea encontra caldeira desmontada e oxigênio irregular no HU

Aline dos Santos

A vistoria, realizada no dia 29 de março, foi motivada por denúncia anônima.

Fiscalização do Crea-MS (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia) identificou diversas irregularidades no setores de oxigênio e na caldeira do HU (Hospital Universitário) de Campo Grande. A vistoria, realizada no dia 29 de março, foi motivada por denúncia anônima.

De acordo com o assessor da presidência do Crea, engenheiro José Carlos Ribas, o nível de pureza do oxigênio deve ser de 93%. No dia da vistoria, o índice estava em 88%.

Contudo, conforme a planilha de controle do próprio hospital, o nível de pureza já chegou a preocupantes 76%. “O oxigênio é essencial para todos os pacientes em estado grave”, salienta. A medição é feita duas vezes por dia.

Um aparelho retira o hidrogênio, para que fique somente oxigênio.

Outro problema foi a falta de um aparelho na entrada da UTI (Unidade de Terapia Intensiva) para medir a qualidade do ar. O hospital também não conta com sistema de alarme, para avisar quando há queda da pureza do ar.

Conforme José Carlos, o estoque de oxigênio em cilindro está abaixo da norma, que manda ter capacidade para atender a demanda por 72 horas. No HU, a capacidade de suprimento auxiliar chega a 48 horas.

Na usina concentradora de oxigênio, também há outras irregularidades: inexistência de engenheiro mecânico responsável pela manutenção e operação; analisador de oxigênio desligado; não foi evidenciada a calibração e aferição semanal conforme exigido em legislação; e não foi evidenciada a análise qualitativa e quantitativa da composição das misturas dos gases.

O relatório, elaborado pelo engenheiro mecânico Elizeu José Scariot, concluiu que a usina concentradora de oxigênio não está em regularidade com as Normas Regulamentadores: RDC-50 da Anvisa, NBR ABNT 13587 e Resolução 1.355 do Conselho Federal de Medicina.

Parada - Conforme o assessor do Crea, o hospital foi projetado para funcionar com duas caldeiras. Mas uma está desmontada há 90 dias. “Tem uma trabalhando sob pressão, não pode ser desligada. Como vai fazer manutenção”, questiona. Ao Crea, o hospital informou que o conserto da caldeira está em fase de licitação. A caldeira é utilizada na lavanderia e higienização.

“Na lavanderia foram verificadas as condições de utilização do vapor e do reaproveitamento da água resultante da condensação. Existem várias partes da tubulação com montagens impróprias resultando em vazamentos de vapor e de água, o que limita a visão e a segurança dos trabalhadores”, afirma o engenheiro mecânico Luiz Ângelo Piovesan Belle.

O relatório apontou que há inconformidades na iluminação de emergência e na parte de isolamento da área; a qualidade da água utilizada não é monitorada; e a água condensada na lavanderia não é integralmente aproveitada sendo descartada no meio ambiente.

O Campo Grande News entrou em contato com a assessoria de imprensa do hospital, que ainda não se manifestou sobre o relatório.



Senhores;
Trabalho a mais de 15 anos com usinas geradoras de oxigênio, acompanhei e continuo a ter contatos com todos os hospitais que utilizam nosso sistema de produção do próprio oxigênio, e até o momento presente não tenho conhecimento de falhas ou irregularidades nos mesmos, portanto seria mais justo informar a marca e modelo da usina vistoriada no hospital universitário. Questão de justiça.
 
Olivar C. Ribeiro em 05/06/2012 11:33:40
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