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Campo Grande, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

29/06/2016 16:38

Em CPI, Butantan reforça que erro humano causou 'sumiço' de vacinas

João Humberto e Michel Faustino
Vice-presidente do Instituto Butantan prestou depoimento à CPI das Vacinas nesta tarde (Foto: Alcides Neto)Vice-presidente do Instituto Butantan prestou depoimento à CPI das Vacinas nesta tarde (Foto: Alcides Neto)

No depoimento à CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) das Vacinas, durante reunião no plenarinho da Câmara Municipal nesta tarde, o pesquisador e vice-presidente do Instituto Butantan, Marcelo de Franco, reforçou que o sumiço de três mil vacinas contra a gripe suína nos postos de saúde da Capital tem a ver com erro humano, ou seja, se perderam por conta de falha no manuseio das doses e até problemas no transporte dentro da cidade. Negou que o instituto tenha enviado frascos com doses a menos.

O secretário municipal de Saúde, Ivandro Fonseca, e até mesmo a assessoria de imprensa da prefeitura já afirmaram que a ‘falta’ de vacinas seria decorrente do envio de frascos com oito doses ao invés de dez pelo Instituto Butantan. Em seu depoimento, Marcelo explicou que o processo de fiscalização das doses, tanto na elaboração quanto na distribuição, é rigoroso.

Aos vereadores integrantes da CPI das Vacinas, o vice-presidente do Butantan assegurou que, conforme protocolo da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), em cada frasco devem ser depositadas dez doses. “O laboratório acaba incluindo mais 5 ml dentro dos frascos”, revelou.

De acordo com Marcelo, a máquina que faz envasamento das vacinas nos frascos possui controle rígido. Em cada frasco são depositadas de dez a 11 doses que somam de 5.3 ml a 5.7 ml. “O equipamento é programado e nunca distribui doses a menos, só a mais”.

Cada dose conta com 0,5 ml e dá para uma pessoa adulta, já crianças com até cinco anos são vacinadas com metade da dose, ou seja, 0,25 ml. No caso específico dos pequenos, a vacinação é dividida em duas etapas, sendo a segunda só aplicada só após seis meses, segundo Franco.

O vice-presidente do Butantan destaca que as doses talvez tenham se perdido em decorrência do manuseio, transporte e aplicação das vacinas. Ele acredita que em outros estados e municípios aconteceu o mesmo tipo de problema ocorrido em Campo Grande. “A falta de doses é decorrente de erro humano. Às vezes os enfermeiros desperdiçam vacinas e no caso do transporte incorreto, podem estragar. Por esse motivo precisam ser transportadas em locais refrigerados, de 4 a 8 graus”, observa.

Neste ano, foram distribuídas 58 milhões de doses ao Ministério da Saúde, que faz a distribuição aos estados, segundo Marcelo.

Em xeque – Os vereadores integrantes da CPI das Vacinas confrontaram Marcelo para saber se o Instituto Butantan vai tomar providência em relação às declarações do secretário Ivandro Fonseca, mas o depoente disse que, por enquanto, nenhuma atitude será tomada.

Insistindo que a imagem do Butantan foi denegrida diante das afirmações de Ivandro, que colocou em xeque a idoneidade do instituto, os vereadores foram incisivos, mas Marcelo reiterou que é preciso que o assunto seja tratado com cautela. “Não vamos nos manifestar por enquanto, pois não chegou nada oficial ao laboratório relatando essa possível distribuição errônea das doses”, pontuou.

A CPI das Vacinas é composta pelos vereadores Marcos Alex (PT), presidente; Dr. Livio (PSDB), relator; Chiquinho Telles (PSD), Vanderlei Cabeludo (PMDB) e Edson Shimabukuro (PTB). Eles ouvem também a superintendente de Epidemiologia e Vigilância em Saúde de Mato Grosso do Sul, Kátia Mougenot.

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Isso mostra mais uma vez a incapacidade de administração de um prefeito que dá o exemplo. Coloca em cargos e gerências pessoas não por suas capacidades e sim por outros motivos, sem falar nos que foram convidados a sair depois de anos de bom trabalho desempenhado frente a postos de saúde e demais secretarias.
Depois de comprar uniformes importados, deveriam agora comprar também mais vacinas, importadas, só tenha cuidado senhor prefeito, pois na Indonésia houve um escândalo de milhões de vacinas falsificadas.
Espero que as crianças não tenha alergia de pele com o tecido importado do país vizinho!
 
Guto em 30/06/2016 08:50:58
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