Fiscalização encontra salas de cirurgia vazias por falta de anestesistas
Vistoria identificou superlotação na ala vermelha, com 83 pacientes no setor que comporta apenas 6
Apenas quatro salas de cirurgia da Santa Casa de Campo Grande estavam funcionando na noite de ontem por causa da falta de anestesistas. A constatação é de vistoria realizada por integrantes do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), Defensoria Pública e Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) ontem à noite. Havia ainda a superlotação no setor vermelho do pronto-socorro.
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Vistoria realizada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul, Defensoria Pública e Secretaria Municipal de Saúde constatou que apenas quatro das 21 salas cirúrgicas da Santa Casa de Campo Grande funcionavam na última noite, devido à falta de anestesistas. O setor vermelho do Pronto Socorro registrou superlotação, com 83 pacientes em um espaço para apenas seis. Pacientes relataram esperas de vários dias por cirurgias agendadas e cancelamentos sem justificativa.
O Naes (Núcleo de Apoio Especial à Saúde) do MPMS acompanhou a visita que foi encabeçada pela equipe de Controle e Avaliação da Sesau. Segundo o MP, apenas quatro salas do Centro Cirúrgico estavam em funcionamento pela insuficiência de equipes de anestesistas para manter a escala regular.
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As informações do site da Santa Casa indicam que o hospital tem três centros cirúrgicos, com 21 salas ao todo, e que atendem às especialidades de cirurgia geral, obstetrícia, oftalmologia e bucomaxilofacial. Não foi informado quantas salas cirúrgicas e de quais especialidades estavam paradas.

“A fiscalização teve como objetivo verificar a quantidade de pacientes que aguardavam atendimento nas áreas verde e vermelha do hospital, bem como o funcionamento dos centros cirúrgicos no período noturno”, cita nota do MP.
Além disso, sobre a superlotação na ala vermelha, havia 83 pacientes em atendimento, mas o setor comporta apenas seis. Também foi observada a retenção de macas dos serviços de ambulâncias de emergência.
Pacientes foram ouvidos e reclamaram que há espera de vários dias pela realização de cirurgias previamente agendadas, permanecendo em jejum prolongado, com registros de sucessivos cancelamentos sem justificativa apresentada.
Em nota, a Sesau informou que “considera importante o acompanhamento realizado pelo Ministério Público e pela Defensoria Pública” e que a secretaria participou da visita em razão do contrato mantido com o hospital.
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