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Capital

Falta de testemunhas é fator complicador de inquérito sobre morte de "Cirilo"

Ana Alice Barros, 24 anos, está internada sob escolta por morte de Rafael Costa dos Santos, de 32

Por Marta Ferreira | 11/04/2021 15:30
Rafael dos Santos Costa, de 32 anos, foi morto na manhã deste sábado, no Jardim Batistão, em Campo Grande. (Foto: Arquivo/Campo Grande News)
Rafael dos Santos Costa, de 32 anos, foi morto na manhã deste sábado, no Jardim Batistão, em Campo Grande. (Foto: Arquivo/Campo Grande News)

Além de trágico, de investigação complexa. Assim é visto pelas autoridades policiais o episódio violento da manhã deste sábado que resultou em um homem morto e uma mulher ferida, no Jardim Batistão, em Campo Grande.

Ela está presa em flagrante, sob escolta, na Santa Casa de Campo Grande. O corpo dele ainda não havia sido liberado do Imol (Instituto de Medicina e Odontologia Legal).

De prova, até agora a Polícia Civil tem três facas encontradas no local e apreendidas, uma delas com lâmina de 30 centímetros. Os vizinhos ouviram gritos, e depois silêncio.

Pelo que se sabe até o momento, Rafael dos Santos Costa, de 32 anos, tentou invadir a casa de Ana Alice Barros, 24 anos, com quem viveu por 4 anos, e acabou sendo morto a facadas por ela. Segundo o boletim de ocorrências, na versão dela foi o homem que começou as agressões.

Mas não há testemunhas, tornando a apuração mais difícil. Ana Alice estava com três crianças na casa. Todos dormiam quando, segundo ela, Rafael invadiu o lugar, pulando o muro e arrombando a porta, armado de duas facas. Isso ocorreu antes das 6h.

Essas declarações foram feitas de forma breve, enquanto a mulher era socorrida pelos bombeiros, com ferimentos na mão e no braço.

Faca com lâmina de 30 centímetros pelo menos apreendida no local do crime. (Foto: Kísie Ainoã)
Faca com lâmina de 30 centímetros pelo menos apreendida no local do crime. (Foto: Kísie Ainoã)

Neste domingo (11), ela seguida internada na Santa Casa de Campo Grande. O hospital, por se tratar de preso custodiado pelo Poder Público, não dá informações sobre o quadro de saúde.

Para atender a previsão legal, Ana Alice precisa passar por audiência d custódia nesta segunda-feira (120, quando o juiz plantonista vai decidir se a prisão dela cumpre os requisitos e se vai ser mantida, ou se poderá responder em liberdade, ou com algum tipo de medida restritiva, entre elas o monitoramento por tornozeleira eletrônica.

Quem vai investigar - Registrada no plantão da Depac (Delegacia de Pronto Atendimento) Cepol, no Bairro Tiradentes, o caso vai ser encaminhado para a 6ª Delegacia de Polícia Civil), no Bairro Tijuca, responsável pela área onde o crime ocorreu.

Conforme apurado pela reportagem, também será enviada cópia para a Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher). O boletim de ocorrências tem duas tipicações, homicídio simples, em relação à morte de “Cirilo”, e tentativa de feminicídio, relacionada aos ferimentos sofridos por Ana Alice.

Rafael dos Santos Costa tinha ficha corrida longa. Em 2015, foi preso por furto e já acumulava mais de 15 passagens. Também tinha condenação por violência doméstica em outro relacionamento.

A mãe de Ana Alice contou que o relacionamento, que a filha tentava encerrar, era abusivo, mas por “medo e vergonha”, nunca houve denúncia.



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