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Campo Grande, Sábado, 16 de Dezembro de 2017

21/07/2014 11:58

Família tenta impedir alta de paciente que teve reação a quimioterapia

Francisco Júnior e Renan Nucci
Ezequias veio de São Paulo acompanhar o caso da cunhada. (Foto: Marcos Ermínio)Ezequias veio de São Paulo acompanhar o caso da cunhada. (Foto: Marcos Ermínio)

A família de Margarida Isabel de Oliveira, 70 anos, uma das pacientes de câncer que pode ter tido uma reação a quimioterapia, quer evitar que ela receba alta da Santa Casa de Campo Grande nós próximos dias.

De acordo com o cunhado da idosa, Ezequias Lagasse Lisboa, de 59 anos, Margarida está muito debilitada e não tem condições nem de ficar em pé. Segundo ele, todos os familiares estão revoltados com esta situação.

Margarida está com câncer no colo retal e teve o estado de saúde agravado após sessões de quimioterapia no mês passado, desde então, conforme Ezequias, ela só tem piorado. “Diante da reação do medicamento, ela apresentou inchados nas mãos e nos pés, manchas pelo corpo, inclusive no rosto, além de muitas feridas na boca, situação que a impede de comer. Ela só está ingerindo liquido”, comentou.

Para evitar que a cunhada receba alta na situação em que se encontra, o cunhado procurou a Polícia para registrar um boletim de ocorrência. Porém, na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) do Centro foi informado de que como não houve vítima ou morte, o boletim não poderia ser registrado.

Diante da situação, ele foi até a Defensoria Pública para pedir ajuda e informações de maneira poderia proceder naquele caso. Lá, disseram a ele que para a Defensoria acompanhar o caso era preciso um laudo da Santa Casa sobre o quadro clínico de Margaria.

“Estou procurando a justiça para conseguir uma resposta. É um absurdo o que está acontecendo. Querer forçar a minha cunhada a deixar o hospital, mas ela nem consegue ficar de pé”.

A família da Margarida quer que o hospital a coloque em um área isolada para que ela receba uma tratamento adequado ou banque a internação dela em uma clínica particular.

“ Estamos brigando pelo pelo bem estar da minha cunhada. Se tivesse condição para transferi- lá, já teria feito. Não queremos que isso ocorra com mais ninguém”, lamentou.

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