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Capital

Incêndio em galpão é extinto, mas local ainda tem fumaça e pode desabar

Local é uma das unidades da empresa Colecta Reciclagem em MS e MT, e deverá ser reconstruído

Por Cassia Modena e Antonio Bispo | 13/05/2024 08:05
Caminhão estacionado dentro da empresa também foi atingido (Foto: Henrique Kawaminami)
Caminhão estacionado dentro da empresa também foi atingido (Foto: Henrique Kawaminami)

O incêndio que ontem (12) consumiu um galpão localizado às margens da BR-163, próximo ao Posto Caravagio, em Campo Grande, já está totalmente controlado e não há mais focos. Porém, fumaça ainda está presente e há risco de desabamento do que restou da estrutura.

As informações foram dadas por Fernando Abrãao, o diretor da Colecta Reciclagem, a empresa que funcionava no local. A reportagem voltou a falar com ele nesta manhã (13).

Ontem, Fernando afirmou que o prejuízo é estimado em R$ 7 milhões. Hoje, disse que o valor total ainda é apurado. Detalhou também que a empresa tem mais unidades em Mato Grosso do Sul e em Mato Grosso.

Fernando Abrãao, o diretor da Colecta Reciclagens (Foto: Henrique Kawaminami)
Fernando Abrãao, o diretor da Colecta Reciclagens (Foto: Henrique Kawaminami)

O galpão destruído pelo fogo era justamente uma das unidades que armazenava produtos perigosos contaminados por óleo, que são recolhidos pela Colecta em postos de combustíveis, disse Fernando.

Em nota, a Colecta afirmou que as atividades da empresa seguem normalmente nesta segunda, "sem qualquer alteração no cronograma de atividades" de coletas definida até o momento.

Faltou água - O diretor comentou ainda que o galpão possuía sistema de combate a incêndios, mas que as proporções atingidas superaram a capacidade de contenção.

Além disso, faltou água na viatura do Corpo de Bombeiros para combater o fogo. Um caminhão-pipa da concessionária Águas Guariroba ajudou.

"Infelizmente, o fogo tomou uma proporção muito grande. A gente acionou os bombeiros e eles vieram e tentaram dar o suporte necessário. Faltou água, segundo a guarnição, porque eles estavam atendendo outras ocorrências. Nosso prédio acabou sendo consumido pelo fogo", disse.

À esquerda, cobertura do galpão que pode desabar (Foto: Henrique Kawaminami)
À esquerda, cobertura do galpão que pode desabar (Foto: Henrique Kawaminami)

O Campo Grande News perguntou à assessoria de imprensa do Corpo de Bombeiros sobre a falta d'água e também questionou se a causa do incêndio já foi descoberta.

A corporação respondeu que 80 mil litros de água foram utilizados e três viaturas foram encaminhadas, no total. "A primeira viatura que chegou foi de 5 mil litros, utilizando toda sua capacidade, e depois chegou a viatura de 30 mil litros", afirmou.

Não houve retorno sobre a apuração das possíveis causas do incêndio.

Riscos - Segundo Fernando, funcionários até chegaram a se habilitar para ajudar a limpar o local, mas ainda não é possível devido aos riscos. Também é arriscado entrar e fazer imagens.

A fumaça que circula neste momento não invade a pista da BR-163 e não atrapalha o trânsito.

A intenção é levantar a unidade novamente. "Vamos trabalhar para reconstruir", declarou Fernando.

Restaurante - Proprietária de restaurante que fica ao lado, Carla Nantes falou que provavelmente não vai abrir o comércio hoje por preferir esperar a fumaça se extinguir completamente.

Parte interna do restaurante, ainda tomada por fumaça (Foto: Henrique Kawaminami)
Parte interna do restaurante, ainda tomada por fumaça (Foto: Henrique Kawaminami)
Carla Nantes próxima à entrada do restaurante que poderá não abrir hoje (Foto: Henrique Kawaminami)
Carla Nantes próxima à entrada do restaurante que poderá não abrir hoje (Foto: Henrique Kawaminami)

Ela contou que mora aos fundos do restaurante, e que chegou a temer que o fogo atingisse também o que é dela. "Se eu não estivesse em casa, teria queimado tudo também. Na hora do incêndio, eu já estava vendo o meu restaurante pegando fogo. Foi um desespero", relata.

A família de Carla ajudou a limpar a sujeira do incêndio que o vento levou para o restaurante e para sua casa.

A proprietária do restaurante afirmou que também presenciou a dificuldade dos bombeiros com a falta d'água.

*Matéria editada às 10h09 para acrescentar retorno da assessoria de imprensa do Corpo de Bombeiros.

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