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Capital

Incêndio em mata obriga morador com doença pulmonar a deixar casa às pressas

Fumaça atingiu comunidade próxima ao Noroeste e pôde ser vista de diferentes regiões da cidade

Por Viviane Oliveira e Geniffer Valeriano | 13/05/2026 11:58
Incêndio em mata obriga morador com doença pulmonar a deixar casa às pressas
Valmir, de short preto, deixa a casa com cilindro de oxigênio para escapar da fumaça do incêndio (Foto: Maya Severino)

Incêndio em área de mata às margens da BR-262, na saída para o autódromo de Campo Grande, provocou grande cortina de fumaça no fim da manhã desta quarta-feira (13). A fumaça pôde ser vista de diferentes regiões da Capital, incluindo o Shopping Bosque dos Ipês.

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Um incêndio em área de mata às margens da BR-262, em Campo Grande, gerou uma grande cortina de fumaça na manhã desta quarta-feira (13), afetando moradores da comunidade indígena do Jardim Noroeste. Valmir Fonseca, 44 anos, portador de DPOC, precisou deixar sua casa com cilindro de oxigênio. Moradores relatam que incêndios são frequentes no local e atribuem o fogo a pessoas que passam pela rodovia.

As chamas atingem área próxima às casas da comunidade indígena localizada no Jardim Noroeste e causaram preocupação entre os moradores. Quando a equipe de reportagem chegou ao local, Valmir Fonseca, de 44 anos, que utiliza oxigênio para respirar, deixava a residência acompanhado de familiares por causa da fumaça intensa.

A esposa dele, Marina dos Santos, de 41 anos, explicou que Valmir sofre de DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica), condição que compromete a respiração e exige cuidados constantes. “Ele recebeu alta na sexta-feira e o médico falou que não pode ficar exposto à fumaça. O fogo tinha começado há poucos minutos quando decidimos sair de casa”, contou.

Segundo Marina, o marido não consegue caminhar por longas distâncias porque qualquer esforço compromete o pulmão. Ela acredita que o vento contribuiu para que a fumaça se espalhasse rapidamente pela região. “A fumaça se alastrou muito rápido. Acho que foi por causa do vento”, disse.

A moradora afirma que esta é a segunda vez neste ano que o fogo atinge a área de mata próxima à residência da família. A primeira ocorreu antes da última internação de Valmir. “Direto colocam fogo aqui. É sempre assim, inclusive nesses outros terrenos da região. Toda vez que acontece, precisamos sair de casa por causa da doença dele”, relatou.

Outro morador afetado foi Valdecir da Silva, de 61 anos, vizinho da área atingida pelas chamas. Ele contou que os incêndios são frequentes no período de estiagem.“É o pessoal que passa pela rodovia e coloca fogo. Já estou acostumado, mas o ruim é para o vizinho que está doente. Chamamos os bombeiros, mas eles ainda não chegaram”, afirmou.

Por precaução, Valdecir foi levado para a casa de familiares, no mesmo bairro, mas numa região mais distante da fumaça. Enquanto o incêndio avançava pela vegetação, crianças subiam em montes de lixo para observar as chamas de perto. Até o momento, não há informações sobre as causas do incêndio.

Incêndio em mata obriga morador com doença pulmonar a deixar casa às pressas
Incêndio atinge área de mata às margens da BR-262 (Foto: Maya Severino)

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