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Campo Grande, Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017

18/07/2013 16:45

Justiça aceita denúncia contra Adalberto Siufi por posse de arma

Nadyenka Castro
Adalberto Siufi, em depoimento à CPI da Saúde nessa quinta-feira. (Foto: Cleber Gellio)Adalberto Siufi, em depoimento à CPI da Saúde nessa quinta-feira. (Foto: Cleber Gellio)

A juíza Kelly Gaspar Duarte Neves, da 6ª Vara Criminal, aceitou nesta quinta-feira denúncia contra o médico Adalberto Siufi pelo crime de posse irregular de arma de fogo.

Agora, o oncologista é réu e tem 10 dias – a contar da data de intimação – para apresentar defesa escrita.

Adalberto Siufi responde pelo crime porque uma arma de fogo foi encontrada pela PF (Polícia Federal) na casa dele, em cumprimento a mandado de busca e apreensão na operação Sangue Frio, em março deste ano. Ele foi autuado em flagrante e solto após pagamento de fiança.

Na ação da PF foram recolhidos documentos e computadores na residência do médico, na clínica dele, no HU (Hospital Universitário) e no Hospital do Câncer, que era até então presidido por ele.

A operação foi resultado de investigações da PF, do MPF (Ministério Público Federal) e MPE (Ministério Público Estadual), que apontaram indícios de irregularidades no serviço de oncologia das unidades públicas de saúde.

Adalberto Siufi acabou afastado da presidência e do corpo clínico do Hospital do Câncer. Nessa quinta-feira ele prestou depoimento à CPI da Saúde da Câmara Municipal de Campo Grande e entregou documentos.

Por conta da ação pelo porte de arma, o médico está impedido de viajar para o exterior. Ele pediu permissão à Justiça para viajar aos Estados Unidos, visitar o filho, a nora e o neto que lá moram.

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"Por conta da ação pelo porte de arma..." No mesmo artigo, acabou-se de dizer que o crime era "posse irregular" (arma sem registro ou com registro vencido). São duas coisas diferentes...
"Posse" é a propriedade da arma de fogo. O cidadão comum, por lei, pode ter só a posse da arma em sua própria residência, para defesa dos moradores da casa, e ainda assim observadas uma série de regras, entre as quais o requerimento e a autorização do órgão competente (DPF).
"Porte" é permissão de "sair por aí com a arma". O cidadão comum NÃO tem direito ao porte. O porte só é permitido, na forma de legislação específica, a militares das Forças Armadas e Auxiliares, a policiais, a outros profissionais que só durante o serviço devam trabalhar armados (ex.: segurança privada), entre outras exceções à regra.
 
Marcel Ozuna em 18/07/2013 21:46:12
Se ele viajar não volta mais, ta milhonario com a grana roubado do Hospital do Câncer! O que mais chama a atenção é que os políticos (vereadores) votaram contra a investigação por parte do MPE e como o mesmo tem vários parentes em grandes cargos no estado (política e jurídica), da a entender que tem muita gente envolvida (vereadores que votaram contra a investigação!) no roubo da verba do HC. O que indigna é que os envolvidos não são presos por roubo e nem obrigados a devolverem a grana. Pergunto o porque de fazer tudo isso para nada? No mundo a justiça é cega, mas só no "brasil" ela é burra!
 
Alexandre de Souza em 18/07/2013 17:55:03
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