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Campo Grande, Quinta-feira, 20 de Setembro de 2018

05/02/2018 07:34

Justiça faz hoje 1ª audiência do caso de pedreiro morto por agente penitenciário

A partir das 14h20, o juiz da 1ª Vara do Tribunal do Júri vai ouvir as testemunhas de acusação

Aline dos Santos
Adilson foi morto em show na madrugada de 24 de setembro. (Foto: Facebook/Reprodução)Adilson foi morto em show na madrugada de 24 de setembro. (Foto: Facebook/Reprodução)

A Justiça faz nesta segunda-feira (dia 5) a primeira audiência sobre o caso do assassinato do pedreiro Adílson Silva Ferreira dos Santos, 23 anos. Ele foi morto em um show, na madrugada de 24 de setembro, pelo agente penitenciário federal Joseilton de Souza Cardoso.

A partir das 14h20, o juiz a 1ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande, Carlos Alberto Garcete, vai ouvir as testemunhas de acusação. Conforme o processo, Joseilton também foi intimado para comparecer à audiência desta segunda-feira.

Em novembro do ano passado, Garcete deferiu o pedido para que a mãe de Adílson, Marlene de Souza Silva Nascimento, trabalhe como assistente de acusação do caso.

Caso - O agente penitenciário alegou que estava na fila do banheiro quando a vítima, juntamente com os primos, furou a fila. A atitude gerou uma briga e Joseilton afirmou à polícia que foi agredido por quatro pessoas, ele então sacou a arma, anunciou que era agente federal e pediu para os autores se afastarem, mas foi novamente agredido por Adílson.

O agente justificou o disparo como "ato de memória muscular", uma reação automática devido aos treinamentos realizados na academia para reprimir agressões. Ele foi preso em flagrante, mas foi solto 16 dias depois e responde o processo em liberdade. O crime foi no estacionamento do Shopping Bosque dos Ipês, no show da dupla Henrique e Juliano.

O agente penitenciário contou à polícia que a intenção era deixar a arma no carro, mas como não conseguiu vaga de estacionamento dentro do shopping, teve que entrar com a pistola no show.

Histórias - Vindo do Ceará, o agente penitenciário trabalha no Presídio Federal de Campo Grande e estava em estágio probatório, que corresponde ao período de três anos de avaliação do servidor nomeado para cargo efetivo. Ele foi ao show para comemorar aniversário.

Servente de pedreiro, Adilson havia comprado ingresso para o camarote há quatro meses. O jovem estava em Campo Grande há um ano, depois de uma temporada em Santa Catarina.



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