ACOMPANHE-NOS     Campo Grande News no Facebook Campo Grande News no X Campo Grande News no Instagram Campo Grande News no TikTok Campo Grande News no Youtube
MAIO, SEXTA  01    CAMPO GRANDE 30º

Capital

Entre portas fechadas e correria por renda, feriado mostra 2 lados do trabalho

Baixo movimento no Centro é reflexo do fechamento obrigatório do comércio varejista, previsto em lei

Por Viviane Oliveira e Clara Farias | 01/05/2026 09:35
Entre portas fechadas e correria por renda, feriado mostra 2 lados do trabalho
Frank Willian apostou em renda extra no feriado, mas o centro vazio e as lojas fechadas reduziram as vendas (Foto: Juliano Almeida)

O feriado do Dia do Trabalhador mostrou cenários distintos entre quem seguiu trabalhando no Centro de Campo Grande. Entre a tentativa frustrada de atrair clientes, a busca por renda extra e a rotina já estabelecida, três histórias retratam o contraste nas ruas vazias da cidade.

RESUMO

Nossa ferramenta de IA resume a notícia para você!

No feriado do Dia do Trabalhador, o Centro de Campo Grande registrou movimento reduzido, com cenários distintos para quem trabalhou. O lanchonete Frank Willian, 26 anos, abriu o estabelecimento, mas teve vendas fracas. O entregador Lucas Dib esperava faturar R$ 300 com entregas. Já o frentista Daniel Mendes, 26, prefere trabalhar em feriados pelo adicional salarial. O baixo movimento reflete o fechamento obrigatório do comércio varejista, com exceção dos supermercados.

O baixo movimento é reflexo do fechamento obrigatório do comércio varejista, previsto em lei e reforçado pela Convenção Coletiva de Trabalho firmada entre os sindicatos do setor, que proíbe a abertura na data.

Dono da única lanchonete aberta na Rua Barão do Rio Branco, quase esquina com a 14 de Julho, o empreendedor Frank Willian, de 26 anos, apostou no funcionamento, mas não teve o retorno esperado. “Foi mais questão de rotina, para não perder o costume. Mas hoje, pelo jeito, eu devia ter parado”, afirmou.

Segundo ele, a decisão foi influenciada pelo bom desempenho em outros feriados. “No de Tiradentes foi muito bom, tinha bastante loja aberta. Hoje está bem parado”, comparou. Mesmo assim, vai manter o atendimento até o meio-dia para atender quem passe pela região.

Entre portas fechadas e correria por renda, feriado mostra 2 lados do trabalho
O entregador Lucas Dib, de 26 anos, aproveitou o dia para reforçar a renda (Foto: Juliano Almeida)

Na contramão do movimento fraco no comércio, o entregador e estudante Lucas Dib, de 26 anos, aproveitou o dia para reforçar a renda. Com mais de 150 pacotes organizados por rota, ele vai fazer entregas no Centro e em bairros próximos, como na Vila Planalto. A expectativa era faturar cerca de R$ 300. “Quem quer ganhar dinheiro não pode parar. É um valor bom para um dia em que eu ficaria parado”, disse.

O frentista Daniel Mendes, também de 26 anos, disse que há quatro anos na função opta por trabalhar em feriados devido ao adicional no salário. “Vale a pena porque a gente recebe a mais e depois folga no próximo feriado. Para mim, é um dia normal de trabalho”, afirmou.

Entre portas fechadas e correria por renda, feriado mostra 2 lados do trabalho
Daniel opta por trabalhar no feriado para garantir dinheiro extra (Foto: Juliano Almeida)

Segundo o gerente de relações sindicais da Fecomércio MS, Fernando Camilo, o Dia do Trabalho está entre os feriados sem autorização para funcionamento do setor. “A convenção coletiva reforça o que já prevê a lei municipal. A única exceção são os supermercados, que podem abrir normalmente”, explicou.

Entre portas fechadas e correria por renda, feriado mostra 2 lados do trabalho
Rua 14 de Julho, principal via do Centro, amanhece vazia no feriado (Foto: Juliano Almeida)

Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para acessar o canal do Campo Grande News e siga nossas redes sociais.