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Campo Grande, Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017

16/06/2011 20:28

Mulher de Rondônia faz transplante renal na Santa Casa, 7º procedimento este ano

Paula Maciulevicius

Hospital deixou de fazer pelo menos 12 transplantes por falta de estrutura

Depois de percorrer três cidades brasileiras, mãe e filho fazem transplante de rim na Capital. (Foto: Cesar Floriano, assessoria Santa Casa)Depois de percorrer três cidades brasileiras, mãe e filho fazem transplante de rim na Capital. (Foto: Cesar Floriano, assessoria Santa Casa)

Para aliviar a dor da mãe que há oito anos fazia hemodiálise, a família Chaves percorreu mais de 2,3 mil quilômetros até conseguir realizar o transplante de rins da matriarca, Luz Divina Maria Chaves, 62 anos.

O procedimento foi feito nesta semana na Santa Casa, em Campo Grande, com a doação do filho Carlinhos Rodrigues Chaves, 40 anos.

Este é o 7º transplante realizado no Hospital neste ano, todos de doadores vivos, que passaram por uma série de exames para constatar a compatibilidade, antes da cirurgia.

Segundo a Santa Casa, desde abril toda semana tem ao menos um doador vivo e uma cirurgia de transplante, que atende pacientes daqui e de outros estados.

Familiares da aposentada Luz Divina andaram por três outras cidades antes de chegar a Capital. A paciente foi diagnosticada do problema em 2002, quando percebeu um inchaço no corpo. Preliminarmente foi diagnosticada cirrose, mas na verdade o problema estavam nos dois rins.

O filho Carlinhos esteve em Campo Grande primeiramente realizando exames de compatibilidade. O doador voltou há uma semana para transplantar o órgão.

“O sonho dela era não fazer mais hemodiálise que comprometia sua qualidade de vida. Ela sofria muito. Ela me deu a vida e o rim não me custa nada. Não sinto diferença nenhuma, a sensação é a mesma de antes da cirurgia”, conta.

A Santa Casa de Campo Grande realizou ano passado, 23 transplantes e registrou em média 15 doadores. Porém a felicidade da família Chaves deixou de ser compartilhada por 12 famílias. De acordo com a Santa Casa, pelo menos 12 procedimentos deixaram de acontecer com rins de doadores mortos, na maioria politraumatizados, por falta de estrutura.

Segundo a médica nefrologista Thais Vendas, para utilizar os rins de cadáveres, seria preciso o suporte de uma equipe de 14 médicos para atuar no pós-operatório como parte de uma Unidade de Transplante Renal, com atuação em regime de 24 horas, ao contrário de transplantes vivos, quando há tempo para estudos de compatibilidade e é possível agenda.

Além do vigilante, a mãe tem outros seis filhos. O doador acredita que a falta de doadores está associada à falta de informação. “Muitos parentes deixam de doar às suas famílias, em vida, também porque sentem medo”, acredita.

A transplantada terá de ficar ainda um mês internada para acompanhamento semanal. Após o primeiro mês, a aposentada precisará voltar a cada 30 dias. Ao contrário do filho que fez a doação, que teve alta dois dias após a cirurgia e já pode voltar às atividades.

Luz Divina não sabe como agradecer o gesto solidário do filho. “É muito importante para mim. Agora vão sumir esses caroços do meu braço, eu não vou mais precisar fazer hemodiálise e viajar para visitar minhas irmãs”, comemora.



Que alegria ler notícias como essa!
Deus nos deu a vida e ele também nos deu esse dom...
Meu Marcelinho faleceu há 8 meses e foi doador de órgãos na santa casa, quando vejo notícias como essa me consola o fato de ele ter podido salvar inúmeras vidas, mas apelo ao poder público para que salve mais vidas, dando mais estrutura á Santa Casa para que possa aproveitar em tempo hábil esses órgãos de quem se foi, afinal é um consolo para nós familiares saber que nosso anjo salvou tantas vidas....
Felicidades á dona Luz Divina nessa nova eta pa da vida dela, que Deus abençoe grandemente!
Marcelinho justiça já
Marcelo Luiz Amaral Pereira, amor eterno....
 
Aline Amaral em 17/06/2011 05:54:39
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