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Campo Grande, Quinta-feira, 25 de Abril de 2019

22/01/2019 17:57

'Não há provas', diz sindicato sobre denúncias de tortura em Unei

Segundo o Ministério Público, torturas teriam ocorrido entre os dias 11 e 13 de dezembro do ano passado

Kerolyn Araújo
Unei Dom Bosco fica em rodovia, na saída para Três Lagoas. (Foto: Arquivo)
Unei Dom Bosco fica em rodovia, na saída para Três Lagoas. (Foto: Arquivo)

O MP/MS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) abriu, no dia 18 de janeiro, um inquérito civil para apurar denúncias de tortura na Unei (Unidade Educacional de Internação) Dom Bosco, em Campo Grande. Os casos, porém, foram negados pelo Sindisad-MS (Sindicato dos Servidores da Administração de Mato Grosso do Sul).

A presidente do sindicato, Lilian Fernandes, afirmou ao Campo Grande News que, apesar de corriqueiras, as denúncias não procedem. ''Essas denúncias existem, mas não há provas. Elas são feitas pelos próprios adolescentes, que estão lá em uma situação que não gostam, sem a liberdade", comentou.

Segundo o secretário-geral do sindicato, Silvio de Souza Guimarães, o trabalho dos agentes de segurança com os adolescentes infratores são de alta complexidade. ''Os internos não conhecem limites, normas. Na unidade eles tem contato com isso e não aceitam", explicou.

Conforme Silvio, há vários casos de denúncias que partem das famílias dos adolescentes. ''Geralmente são feitas por familiares que tentam entrar na instituição com materiais ilícitos, como celulares e entorpecentes. Daí dizem que na Unei tem um monte de torturador, mas isso não é verdade", disse.

O sindicato também condena a forma com que os casos são tratados pelo Ministério Público. ''Nunca somos ouvidos. Sempre somos tratados como acusados. Há várias denúncias dessa promotora, todas infundadas. Nunca comprovaram nada", comentou Silvio.

Denúncia - Segundo o MP, as torturas ocorreram entre os dias 11 e 13 de dezembro do ano passado na Unei Dom Bosco, localiza na BR-262, na saída para Três Lagoas e a 20 quilômetros da área urbana.

O procedimento de investigação foi aberto pela promotora Vera Aparecida Cardoso Borgalho Frost Vieira, da 28ª Promotoria de Justiça da Infância e da Juventude.



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