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Capital

No Marcos Roberto, moradores correm risco de ter casa levada pela chuva

Por Aline dos Santos e Nadyenka Castro | 13/01/2011 11:05
“Medo a gente tem, mais fazer o que? Só tenho aqui para morar”, afirma Francisca. (Foto: João Garrigó)
“Medo a gente tem, mais fazer o que? Só tenho aqui para morar”, afirma Francisca. (Foto: João Garrigó)

Uma semana depois de um temporal destruir duas casas de madeira no bairro Marcos Roberto, em Campo Grande, atrás das obras do Shopping Norte/Sul Plaza, só uma coisa mudou: o medo dos moradores de perder a casa para a chuva aumentou.

No mais, permanecem os destroços e até o Corcel que foi arrastado pela enxurrada e engolido pela erosão. O terreno tinha quatro casas, agora são duas e em breve pode não haver mais nenhuma.

“Medo a gente tem, mais fazer o que? Só tenho aqui para morar”, afirma, resignada, a dona de casa Francisca Manacá, de 43 anos. A casa de madeira é moradia para ela outras cinco pessoas. “Até que a chuva de hoje está leve. Mas a casa pode cair a qualquer momento”. Ela afirma não ter recebido orientação da Defesa Civil para deixar o local.

“Qualquer chuva que cai, me deixa com muito medo”, salienta o pedreiro Nelson Gomes da Silva, que teme perder o teto onde mora com a esposa, o filho de 7 anos e a filha de 12 anos. O pedreiro relata que espera uma nova casa. “A prefeitura ficou de arrumar”.

Cunhado de Nelson, Darci Guimarães da Silva viu sua própria casa desabar na chuva da última quinta-feira. “Parecia uma explosão, sai da casa e as telhas voaram”. Pedaços da construção de madeira e alvenaria arrancaram lascas das árvores e uma parte da telha cravou no tronco de uma delas.

A outra casa levada pela enxurrada pertence a sua mãe, que está em casa de parentes. “A prefeitura conseguiu um casa da Emha [Agência Municipal de Habitação] e estou morando lá”.

Alagadas na chuva da última semana, a região onde é construído do Shopping Norte/Sul Plaza, na avenida Ernesto Geisel, atraiu mais uma vez a atenção da Defesa Civil hoje. O asfalto na avenida tem uma erosão e o rio Anhanduí ameaçou transbordar.

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