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Campo Grande, Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

13/01/2011 11:05

No Marcos Roberto, moradores correm risco de ter casa levada pela chuva

Aline dos Santos e Nadyenka Castro
“Medo a gente tem, mais fazer o que? Só tenho aqui para morar”, afirma Francisca. (Foto: João Garrigó)“Medo a gente tem, mais fazer o que? Só tenho aqui para morar”, afirma Francisca. (Foto: João Garrigó)

Uma semana depois de um temporal destruir duas casas de madeira no bairro Marcos Roberto, em Campo Grande, atrás das obras do Shopping Norte/Sul Plaza, só uma coisa mudou: o medo dos moradores de perder a casa para a chuva aumentou.

No mais, permanecem os destroços e até o Corcel que foi arrastado pela enxurrada e engolido pela erosão. O terreno tinha quatro casas, agora são duas e em breve pode não haver mais nenhuma.

“Medo a gente tem, mais fazer o que? Só tenho aqui para morar”, afirma, resignada, a dona de casa Francisca Manacá, de 43 anos. A casa de madeira é moradia para ela outras cinco pessoas. “Até que a chuva de hoje está leve. Mas a casa pode cair a qualquer momento”. Ela afirma não ter recebido orientação da Defesa Civil para deixar o local.

“Qualquer chuva que cai, me deixa com muito medo”, salienta o pedreiro Nelson Gomes da Silva, que teme perder o teto onde mora com a esposa, o filho de 7 anos e a filha de 12 anos. O pedreiro relata que espera uma nova casa. “A prefeitura ficou de arrumar”.

Cunhado de Nelson, Darci Guimarães da Silva viu sua própria casa desabar na chuva da última quinta-feira. “Parecia uma explosão, sai da casa e as telhas voaram”. Pedaços da construção de madeira e alvenaria arrancaram lascas das árvores e uma parte da telha cravou no tronco de uma delas.

A outra casa levada pela enxurrada pertence a sua mãe, que está em casa de parentes. “A prefeitura conseguiu um casa da Emha [Agência Municipal de Habitação] e estou morando lá”.

Alagadas na chuva da última semana, a região onde é construído do Shopping Norte/Sul Plaza, na avenida Ernesto Geisel, atraiu mais uma vez a atenção da Defesa Civil hoje. O asfalto na avenida tem uma erosão e o rio Anhanduí ameaçou transbordar.



E AI CADE AS CASAS? O MESMO FALO PQ FAZ 25 ANOS OU + QUE FAÇO INSCRIÇÃO NA EMA, ANTES ERA CDHU NA 13 DE MAIO C/BELIZARIO LIMA E ATE HOJE NAO CONSEGUI UMA CASA MORO NA CASA DOS OUTROS, COMO FICA AS FAMILIAS CADE PESSOAL DA POLITICA QUE SO PROMETE E NAO FAZ NADA CADE???????????????????????????
 
ESTER reis em 13/01/2011 11:31:56
Realmente essas casas de ordem popular, é difícil de acreditar, eu fiquei esperando uma por vários anos, cada vez era uma desculpa, sou funcionária pública municipal e estadual e nunca consegui nada.
O sorteio dessas casas deveria ocorrer públicamente onde os inscritos receberiam sua chave ali na hora ..., mas tem a lenda que a CEF precisa aprovar o cadastro pra financiar... então não são casas para comunidade carente.... qual é o jogo, não. O que é então?
 
ELYANIS JARA em 13/01/2011 02:54:49
Infelizmente essas casas nem sempre saem para quem precisa, conheço pessoas que tem uma vida tranquila e conseguiram casas pela EMHA, penso que essas inscrições deveriam ser feitas com mais critério, verificando quem realmente não tem onde morar, pois quem realmente precisa não conseguem nada. (e esses que conseguem e não necessita de uma casa, é "ajeitado" por alguem que tem conhecimento lá dentro).
As coisas estão realmente feia... os ricos cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres. Fazer o que?????
 
Margarida Rodrigues em 13/01/2011 01:17:46
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