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Capital

Pedido de prisão de empresários foi negado na 1ª fase de operação em Sidrolândia

Decisão do juiz substituto na Vara Criminal do município, de 26 de abril de 2023, indeferiu o pedido

Lucia Morel | 21/07/2023 18:45
Policial do Gaeco em frente ao Ptran, onde estão os três presos. (Foto: Alex Machado)
Policial do Gaeco em frente ao Ptran, onde estão os três presos. (Foto: Alex Machado)

A prisão preventiva dos alvos da segunda fase da Operação Tromper, do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), em Sidrolândia, hoje de manhã, já havia sido solicitada na primeira fase das ações, que foram deflagradas em 18 de maio deste ano.

Decisão do juiz substituto na Vara Criminal do município, Thiago Nagasawa Tanaka, de 26 de abril de 2023, indeferiu o pedido alegando que “os fatos apurados pelo Ministério Público ocorreram nos anos de 2018 e 2019, ou seja, há mais de 4 (quatro) anos, e não há elementos concretos nos autos que apontem que ainda continuem acontecendo, especialmente porque desde então uma nova administração assumiu o poder público municipal”.

Na ocasião, havia sido solicitada à Justiça a prisão de Ueverton da Silva Macedo, Ricardo José Rocamora Alves, Roberto da Conceição Valençuela, deferidas nessa segunda fase. Já a do servidor do município, Tiago Basso da Silva não tinha sido citado como alvo de preventiva em abril, mas nesta manhã, foi cumprido mandado contra ele.

Outros alvos da primeira fase da Tromper que tiveram a prisão preventiva indeferida foram do servidor César Bertoldo e dos empresários Odinei Romeiro de Oliveira e Evertom Luiz de Souza Luscero.

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

A reportagem entrou em contato com a defesa de três alvos de prisão desta segunda fase. O advogado Fábio Ferraz defende Ricardo Rocamora, considerado foragido, e também Ueverton da Silva Macedo. Sobre o “sumiço” de Ricardo, ele diz que o cliente deve se apresentar, mas que não teve contato com ele nesta sexta-feira, apenas com a família. Ele vai fazer o pedido de liberdade de ambos.

Márcio Sandim assiste Roberto Valençuela e afirma que mesmo sem acesso à decisão que autorizou a atual prisão, vai ingressar com habeas corpus. “Acredito que após a primeira fase eles analisaram o que foi apreendido e entenderam que havia porquê para pedir a prisão”, analisou.

Entretanto, enfatizou que seu cliente tem endereço fixo, é réu primário e empresário com o registros regulares. “Desde a primeira fase, ele colaborou com tudo que foi solicitado. Não sei a fundamentação que deferiu a prisão de agora, mas entendo que ela é desnecessária. É mais razoável adotarem medidas cautelares”, avalia.

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