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Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

15/02/2016 15:11

Polícia registra um caso de estupro de vulnerável por dia em Campo Grande

Luana Rodrigues
Delegado Paulo Sergio Lauretto, da DPCA. (Foto: Marcos Ermínio)Delegado Paulo Sergio Lauretto, da DPCA. (Foto: Marcos Ermínio)

Somente do início deste ano até agora, a Polícia Civil registrou 44 casos de estupro a vulnerável em Campo Grande, ou seja, pelo menos um por dia. As vítimas são adolescentes, crianças e até bebês que, na maioria das vezes, são violentados pelos pais ou padrastos.

Em um caso recente, a polícia investiga o estupro uma criança de 1 ano. “São denúncias que chegam e serão investigadas, mas infelizmente a maioria se confirma e o suspeito é indiciado”, afirma o delegado Paulo Sergio Lauretto, titular da DPCA (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente).

Conforme o Lauretto, meninos não ficam fora das estatísticas, mas meninas são a maioria das vítimas, com idades entre cinco e 13 anos. “A maior parte das denúncias vem por parte das mães, mas em alguns casos, nem elas acreditam na possibilidade de o suspeito ter abusado da filha, já que eles têm um perfil de homem trabalhador, que frequenta a igreja, só realiza atividades lícitas, um ser acima de qualquer suspeita”, revela.

Crianças menores de cinco anos também estão entre as vítimas. Um dos casos que mais chama a atenção entre os registrados recentemente é o estupro a uma bebê de um ano de idade. O registro foi feito na semana passada, dia 7.

A mãe percebeu uma alteração no comportamento e na genitália da menina, a levou à UPA (Unidade de Pronto Atendimento) da Vila Almeida, e a médica constatou o abuso.

Até agora, o pai da bebê, de 26 anos, é o principal suspeito de ter cometido o crime. A polícia ainda aguarda laudos que comprovem o estupro, e informações que indiquem o pai como autor, já que não houve flagrante.

Por conta da falta de provas, o homem não foi preso, o que ocorre em muitos dos casos. “Quando é flagrante, a prisão é imediata. E também quando conseguimos ao menos pedir a prisão preventiva. Mas em casos em que não há provas e neste, por exemplo, em que a criança não fala, a comprovação e prisão se tornam praticamente impossíveis”, explica o delegado.

Voz ao silêncio – “É um crime silencioso, que acontece dentro de um ambiente fechado, quase nunca tem testemunha e a criança não tem noção do que está se passando”, é assim que o delegado descreve o estupro a vulneráveis. Para dar voz a esse silêncio criminoso, a Dpca agora vai inaugurar uma ‘Ludoteca’.

O ambiente lúdico, com livros e brinquedos, servirá para que por meio da orientação de uma psicóloga e assistente social, as crianças encontrem outras de dizer que foram abusadas e de que forma o estupro ocorreu. “Será uma maneira dessas crianças que ainda não falam, ou tem dificuldade de se expressar, contarem como tudo aconteceu e para que possamos identificar o criminoso”, explica Lauretto.

Ainda não há data certa para a inauguração da ‘Ludoteca’, mas a previsão é de que seja nas próximas semanas.

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Sabe porque isso acontece, e vai continuar acontecendo? Porque nossa lei protege esses vagabundos safados, que, quando vão presos, são colocados no "seguro", pra que não aconteça nada com eles, por causa dos direitos humanos que respaldam esses bandidos e os trata como se fossem uns coitados vítimas da sociedade... Porque muitas "mães" fazem vistas grossas e não querem enxergar o que acontece dentro da própria casa com medo de perder o macho que tem. Nossa lei é muito branda com bandido. Esses caras deveriam pegar no mínimo prisão perpétua, e nunca mais chegar perto de mulher ou criança... Enquanto alguém não fizer alguma coisa de fato, tudo vai continuar como está, se não piorar...
 
Mariana Carvalho em 15/02/2016 21:43:17
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