De um frio para outro, crianças crescem e pais vão às compras de casacos novos
Com temperaturas baixas em Campo Grande, famílias reaproveitam roupas entre irmãos e buscam ofertas no Centro
Com a chegada das primeiras frentes frias mais intensas do ano, pais e mães de Campo Grande voltaram a enfrentar uma cena comum nesta época: procurar casacos, calças e roupas mais quentes para crianças que cresceram rápido demais desde o último inverno. Entre reaproveitar peças entre irmãos, aceitar doações e pesquisar preços no Centro, a missão tem exigido criatividade para equilibrar o orçamento.
RESUMO
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Supervisor de confinamento, Firmino José Cavalcante, de 39 anos, saiu às compras para os três filhos, de 10, 8 e 4 anos. Segundo ele, parte das roupas ainda serve, mas nem tudo conseguiu ser reaproveitado deste ano para o outro.
“Uma passa para outra, mas esse daqui agora teve que comprar. Estamos comprando para as outras também”, conta. Para Firmino, a troca de guarda-roupa já virou rotina da família sempre que as temperaturas caem. “Todo ano é assim, não tem como fugir. Quando chega o frio, precisamos comprar novos casacos”.
A auxiliar de produção Nathiely Leonel, de 30 anos, também precisou procurar roupas mais quentes para os três filhos, de 7, 5 e 1 ano. Mãe solteira, ela diz que o frio deste ano apertou ainda mais o orçamento da casa.
“A gente reutilizou o que tinha e foi atrás de ofertas, mas está tudo caro. Bem difícil, preocupante”, relata. Segundo Nathiely, o filho mais velho acaba “abastecendo” o guarda-roupa do irmão mais novo, enquanto a bebê recebeu roupas por meio de doações.
“O de sete passou para o de cinco. E assim vai. Mas agora precisei comprar para o mais velho e para a bebê, porque ela é menina”, explica. Para ela, manter as crianças aquecidas pesa no bolso principalmente porque os gastos da casa aumentam junto com o crescimento dos filhos. “Eles comem demais e esse frio está bem preocupante”.
No Centro da Capital, o movimento em lojas populares e vitrines de inverno aumentou nos últimos dias, impulsionado pelas temperaturas baixas registradas em Mato Grosso do Sul. Mesmo quem conseguiu se antecipar precisou reforçar o guarda-roupa infantil.
A técnica de enfermagem Juliana Soares, de 29 anos, conta que já havia se preparado após acompanhar a previsão do tempo. Mãe de um menino de 8 anos, ela comprou algumas peças novas antes da chegada da frente fria.
“Nem tudo deu para aproveitar. Criança cresce rápido, fica alta e perde roupa muito fácil”, comenta. Apesar disso, Juliana diz que evitou exageros nas compras por acreditar que o frio em Campo Grande costuma durar pouco.
“Comprei mais duas calças, mas sem exagero porque nosso frio não é igual ao do Sul, que fica por muito tempo”, afirma.
Ela avalia que os preços encontrados nas lojas estavam dentro do esperado, embora algumas peças tenham assustado mais no valor. “Alguns valem a pena, outros não. Mas nada muito horripilante”.
Enquanto os filhos precisam de roupas novas praticamente todos os anos, os adultos seguem reaproveitando os próprios casacos. Juliana brinca que, no caso dela, a única mudança recente foi por causa da gravidez. “A gente já não cresce mais, só para o lado. No meu caso, para a frente”.
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