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Capital

Prefeita promete pôr fim à novela do parquímetro até o fim do ano

Adriane Lopes diz que equipes trabalham para destravar licitação do estacionamento rotativo no Centro

Por Jhefferson Gamarra e Inez Nazira | 22/08/2026 11:28
Prefeita promete pôr fim à novela do parquímetro até o fim do ano
Placa indica que vagas fazem parte do estacionamento rotativo no Centro da Capital (Foto: Paulo Francis)

A novela do estacionamento rotativo de Campo Grande pode estar perto do fim. Durante o mutirão “Todos em Ação”, realizado neste sábado (22), a prefeita Adriane Lopes (PP) afirmou que pretende resolver a situação até o fim deste ano. A declaração ocorre enquanto a Prefeitura finaliza os estudos para lançar uma nova licitação do parquímetro, serviço suspenso desde março de 2022, quando terminou o contrato com a Metropark Administradora Ltda., responsável pela antiga Flexpark.

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A prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes, afirmou que pretende resolver a situação do estacionamento rotativo até o fim de 2025. O serviço está suspenso desde março de 2022, quando encerrou o contrato com a Metropark. A Agereg conduz estudos para novo edital, com previsão de concessão de 12 anos e até 6,2 mil vagas. O sistema deve ser digital, com pagamento por aplicativo ou Pix.

“Até o final do ano, a previsão é que essa situação esteja resolvida. Eu não vou dar uma data específica, mas, até o final do ano, esse assunto estará resolvido. É uma questão muito importante para o Centro de Campo Grande, e as equipes estão trabalhando para colocar um ponto final nessa situação”, afirmou a prefeita.

Prefeita promete pôr fim à novela do parquímetro até o fim do ano
Prefeita de Campo Grande Adriane Lopes (PP) durante entrevista ao Campo Grande News (Foto: Paulo Francis)
Prefeita promete pôr fim à novela do parquímetro até o fim do ano

A promessa ocorre um mês depois de uma nova previsão da administração municipal de que o edital poderia ser lançado em até três semanas. Os estudos para definir o novo modelo estão sendo conduzidos pela Agereg (Agência Municipal de Regulação dos Serviços Públicos Delegados), que assumiu a estruturação do projeto após a Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito) deixar de conduzir o processo.

Segundo o diretor-presidente da Agereg, Paulo da Silva, os levantamentos técnicos estão em fase final. A demora para colocar a nova concessão em andamento foi atribuída à necessidade de elaboração dos estudos e também à falta de uma equipe especializada para conduzir o processo.

Ainda não há definição sobre o formato definitivo do estacionamento rotativo. O que está descartado, segundo Paulo da Silva, é o retorno de um sistema baseado em papel ou chaveiro. Entre as alternativas avaliadas estão soluções digitais, como o uso de aplicativo e a geração de código para pagamento por Pix.

Antes da publicação do edital, a minuta do processo ainda deverá passar pela análise da Selc (Secretaria-Executiva de Licitações). A previsão em estudo é de uma concessão de 12 anos, com possibilidade de prorrogação por igual período. A justificativa é que o prazo seja compatível com os investimentos necessários e, ao mesmo tempo, atraia empresas interessadas na operação.

A nova licitação também deve ampliar a quantidade de vagas abrangidas pelo estacionamento pago. A antiga concessionária administrava 2.458 vagas na região central. Em novembro de 2025, a Prefeitura publicou no Diogrande (Diário Oficial de Campo Grande) um decreto com uma proposta inicial que previa três mil vagas na primeira etapa e expansão gradual para 6,2 mil espaços ao longo de seis anos. Na proposta, a tarifa indicada era de R$ 5.

A volta do parquímetro é aguardada principalmente por comerciantes da região central, que há anos cobram uma solução para a falta de rotatividade nas vagas. Sem a cobrança, veículos podem permanecer estacionados durante longos períodos, reduzindo a disponibilidade de espaços para clientes e, segundo os comerciantes, prejudicando o movimento do comércio.

A discussão se arrasta desde o encerramento do contrato com a Metropark, em março de 2022. Desde então, a Prefeitura chegou a realizar estudos para implantar um novo modelo, mas os projetos não avançaram. Entre os obstáculos esteve também a falta de interesse do mercado em propostas anteriores.

Além da demora para definir o novo sistema, a antiga concessão deixou pendências financeiras. Quando o contrato terminou, a empresa acumulava cerca de R$ 3,5 milhões em créditos de consumidores. O Ministério Público entrou na Justiça para cobrar que o dinheiro permanecesse disponível aos usuários ou pudesse ser utilizado em um eventual novo certame.

Também existe uma ação judicial contra a antiga responsável pelo serviço, envolvendo cerca de R$ 22 milhões em valores contratuais.