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Campo Grande, Quinta-feira, 21 de Setembro de 2017

12/09/2017 13:11

Prefeito quer ajuda do governador e artista para decidir rumo de 'Manoel'

Ideia é pedir para que cada um contribua com uma sugestão e, juntos, decidir qual melhor local para estátua

Mayara Bueno
Estátua do poeta Manoel de Barros, em galpão mantido pela prefeitura. (Foto: Marina Pacheco).Estátua do poeta Manoel de Barros, em galpão mantido pela prefeitura. (Foto: Marina Pacheco).

O rumo da estátua em homenagem ao poeta Manoel de Barros pode estar próximo do desfecho. Sob os cuidados da Prefeitura de Campo Grande, o monumento que recria a imagem de Manoel acumula poeira à espera de seu destino, depois que a Justiça impediu que a obra fosse colocada no canteiro da avenida Afonso Pena.

Agora, a solução encontrada pelo município é, conforme o prefeito Marquinhos Trad (PSD), chamar o autor da obra, o escultor Victor Henrique Woitschach, e o Estado, que a comprou, para que cada um faça uma sugestão de qual lugar seria ideal para colocar a homenagem.

Até então, o chefe do Executivo municipal sugeriu a afixação da estátua na frente do Bar do Zé, tradicional ponto de encontro no calçadão da rua Barão do Rio Branco, no centro de Campo Grande. A ideia vai permanecer a mesma.

Inclusive, o Campo Grande News está com enquete sobre a colocação da imagem no Bar do Zé no ar. A maioria, por enquanto, é a favor.

"A prefeitura vai fazer a indicação, o autor e o governo fazem a sua", explicou dizendo que, juntos, e com o auxílio de uma consulta popular, devem chegar a uma conclusão. O prefeito não descarta pedir opinião do MPE-MS (Ministério Público Estadual), que, antes da decisão judicial, recomendou ao município que ele não colocasse o monumento na Afonso Pena. A ideia era instalar a homenagem no trecho da avenida entre as ruas 13 de Maio e Rui Barbosa.

Assim como a Justiça, o argumento do Ministério Público se justificou no fato de que onde a estátua estava destinada é sítio arqueológico do Exército e também canteiro tombado como patrimônio histórico e cultural.

Uma reunião com governo e o artista "em breve" vai definir o destino.

O juiz poeta – “E agora, Mané? Talvez Carlos Drummond de Andrade, no lugar deste juiz, começasse sua decisão assim: ‘E agora, Mané?’”. É com esta frase que David de Oliveira Gomes Filho, titular da 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos, iniciou a decisão dele sobre o destino da estátua. O juiz que escreveu setença inspirada disse, no próprio texto, que foi acometido pelo “efeito Manoel de Barros”.




O "Quintal do Poeta", no canteiro da Afonso Pena (entre as árvores próximas do cruzamento com a rua Rui Barbosa), já não está pronto? Por que não instalam ali mesmo? Qual a necessidade dessa discussão sem propósito e desse impasse inútil? Afinal, a Afonso Pena é a vitrine campo-grandense, o canteiro é grande e a instalação da estátua de Manoel de Barros em nada descaracteriza o monumento da FEB localizado a dezenas de metros dali.

A instalação da estátua defronte ao Bar do Zé só tem sentido enquanto o bar existir. Mas, e se ele fechar (até porque o tal Zé não é eterno)? E se abrir ali uma loja de roupas, uma lotérica, uma igreja ou uma pastelaria de chineses? Qual será o sentido de existir a homenagem ao poeta pantaneiro em um local sem acesso à natureza?

Desnecessário.
 
Daniel Albuquerque em 12/09/2017 14:25:31
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