Prefeitura sanciona lei que veta uso de banheiro feminino por mulheres trans
Texto entra em vigor após publicação no Diogrande e mantém ponto que gerou debate na Câmara
A prefeita Adriane Lopes (PP) sancionou a lei que cria a Política Municipal de Proteção da Mulher em Campo Grande. A norma foi publicada em edição extra do Diogrande (Diário Oficial) nesta quarta-feira (22) e já está em vigor.
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A prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes, sancionou a lei que cria a Política Municipal de Proteção da Mulher, publicada no Diário Oficial nesta quarta-feira. A norma garante o uso de banheiros femininos apenas por mulheres biológicas e prevê ações educativas. Um trecho sobre concursos públicos e esportes foi vetado por risco jurídico. A lei já está em vigor, mas depende de regulamentação. A votação na Câmara foi apertada: 13 a 11.
Entre os pontos previstos, está a garantia de uso de banheiros femininos apenas por mulheres biológicas, medida que foi alvo de discussão acalorada quando o projeto passou pela Câmara dos Vereadores no mês passado.
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O texto sancionado mantém a diretriz de que a política deve considerar “aspectos biológicos comuns das mulheres” e estabelece que o poder público poderá adaptar estruturas e fiscalizar estabelecimentos para evitar constrangimentos. A lei também prevê ações educativas, como palestras e debates sobre valorização da mulher.
Um dos trechos aprovados pelos vereadores, no entanto, foi vetado pela prefeita. O inciso tratava de critérios para participação em concursos públicos e práticas esportivas com base em “igualdade biológica”. Na justificativa, o Executivo argumentou que o tema foge do escopo da lei e pode gerar insegurança jurídica, além de exigir legislação específica.
Na prática, a norma passa a valer imediatamente, mas ainda depende de regulamentação do Executivo para definir como será aplicada, principalmente em relação à fiscalização e eventuais adaptações em espaços públicos e privados.
A sanção ocorre semanas depois de uma votação apertada na Câmara, marcada por divergências entre vereadores e manifestações durante a sessão. O placar foi de 13 votos favoráveis e 11 contrários, refletindo o caráter sensível e polarizado do tema.
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