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Capital

Quadrilha do ouro ilegal usou laranjas e pix para lavar R$ 5,2 milhões

PF cumpre mandados de busca e prisão preventiva em Campo Grande e em cidades do Mato Grosso e São Paulo

Por Ana Paula Chuva | 28/08/2026 08:04
Quadrilha do ouro ilegal usou laranjas e pix para lavar R$ 5,2 milhões
Barra de ouro e dinheiro apreendidos durante operação (Foto: Divulgação | PF)

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta sexta-feira (28), a Operação Arcanjo para desarticular uma organização criminosa voltada à aquisição, transporte, intermediação, venda e ocultação de recursos oriundos da comercialização ilícita de ouro. Campo Grande está entre os alvos da ação policial.

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A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira (28) a Operação Arcanjo para desarticular uma organização criminosa envolvida no comércio ilegal de ouro. Foram cumpridos 22 mandados de busca e apreensão e dois de prisão preventiva nos estados de Mato Grosso, São Paulo e Mato Grosso do Sul. O grupo movimentou mais de R$ 5,2 milhões e negociou ao menos 17,3 quilos de ouro ilegal extraído por garimpeiros em Poconé (MT).

Ao todo, a Polícia Federal cumpre 22 mandados de busca e apreensão e dois de prisão preventiva em Mato Grosso (nas cidades de Cuiabá, Várzea Grande, Poconé e Pontes e Lacerda), em São Paulo (em São José do Rio Preto) e em Campo Grande, Capital sul-mato-grossense.

Conforme as investigações, o grupo movimentou mais de R$ 5,2 milhões em transações ilícitas, com a negociação comprovada de pelo menos 17,3 quilos de ouro ilegal. Em Campo Grande são cumpridas duas ordens de busca e apreensão.

Rota do ouro – O esquema começava na região de Poconé (MT), onde o minério era extraído e comprado diretamente de garimpeiros ilegais. Os pagamentos eram realizados pelo núcleo financeiro da quadrilha, que utilizava contas bancárias de terceiros (laranjas) para ocultar os reais compradores.

Segundo a investigação, após a aquisição, o metal precioso era transportado até São José do Rio Preto (SP), onde o material ficava estocado em um estabelecimento comercial até ser repassado a compradores finais.

Para lavar o dinheiro obtido com o crime, a organização realizava a pulverização dos recursos por meio de transferências eletrônicas fracionadas (via pix) e saques frequentes de grandes valores em espécie.

Os investigados podem responder pelos crimes de usurpação de matéria-prima pertencente à União, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

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