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Capital

Após alta médica, 7 pacientes ficam meses internados sem ter casa para voltar

Casos envolvem idosos sem suporte familiar que aguardam vagas em abrigos e decisão judicial

Por Ketlen Gomes | 16/04/2026 17:35
Após alta médica, 7 pacientes ficam meses internados sem ter casa para voltar
Paciente que recebeu alta mas não teve acolhimento da família e aguarda na Santa Casa de Campo Grande. (Foto: Divulgação)

A Santa Casa de Campo Grande registra atualmente sete casos de internação social, situação em que pacientes já receberam alta médica, mas permanecem internados por falta de suporte familiar ou de encaminhamento para acolhimento institucional. A maioria dos casos envolve idosos que dependem de cuidados contínuos e aguardam vaga em abrigos por meio da SAS (Secretaria Municipal de Assistência Social).

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A Santa Casa de Campo Grande registra sete casos de internação social, com pacientes que já receberam alta médica, mas permanecem no hospital por falta de suporte familiar ou vagas em abrigos. Um deles está há mais de seis meses aguardando encaminhamento. O Serviço Social esgotou as tentativas de reintegração familiar e notificou a SAS e o MPMS. A situação agrava a superlotação hospitalar e prejudica a saúde mental dos pacientes.

De acordo com o hospital, um dos pacientes já ultrapassa seis meses de permanência após a liberação médica, sem definição de destino. Há ainda casos de pessoas que seguem internadas desde 2025, mesmo sem necessidade clínica de hospitalização.

Conforme a unidade, o Serviço Social realizou todas as intervenções possíveis, incluindo tentativas de reintegração familiar, já esgotadas. As situações foram notificadas à SAS e ao MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), mas ainda dependem de encaminhamentos judiciais para efetivação do abrigamento.

A permanência prolongada em ambiente hospitalar, após a alta, expõe os pacientes a riscos adicionais, como infecções e reinfecções, além de afetar a saúde mental. Segundo a supervisora do Serviço Social da Santa Casa, Emily Moraes, o impacto também recai diretamente sobre o funcionamento da rede pública.

“Com certeza impacta no giro de leitos do hospital, que hoje se encontra em superlotação. A gente tem visto a situação das UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) e das unidades básicas, e acabamos mantendo um paciente por muito tempo, enquanto outros poderiam ser atendidos em um hospital de alta complexidade”, afirmou.

Ela destaca que, além dos riscos clínicos, a espera por um local adequado de moradia agrava o quadro emocional dos pacientes. “Psicologicamente, eles acabam entrando em depressão. Veem outros pacientes indo embora com a família, enquanto ficam privados de atividades, lazer e convívio social. Isso torna a situação ainda mais difícil”, completou.

A Santa Casa ressalta que os casos evidenciam a necessidade de maior agilidade nos fluxos de encaminhamento e ampliação da rede de acolhimento, para evitar a ocupação indevida de leitos hospitalares e garantir assistência adequada aos pacientes.

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