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Campo Grande, Segunda-feira, 21 de Outubro de 2019

27/05/2019 10:14

Sindicato vai recorrer e reclama que agentes afastados não foram ouvidos

Segundo Justiça, afastamento é para evitar novas agressões e que exerçam influência sobre as testemunhas

Aline dos Santos
Unei Dom Bosco, que fica localizada na saída para Três Lagoas, registra denúncias de agressão. (Foto: Arquivo)
. (Foto: Arquivo)Unei Dom Bosco, que fica localizada na saída para Três Lagoas, registra denúncias de agressão. (Foto: Arquivo) . (Foto: Arquivo)

O afastamento de sete servidores da Unei Dom Bosco (Unidade Educacional de Internação), determinado pela Justiça, será contestado pelo Sindsad (Sindicato dos Trabalhadores e Servidores Públicos da Administração). A denúncia é de agressão a um adolescente.

“Eles foram citados na quinta-feira e não estão mais na unidade. Mas até agora ninguém foi ouvido e o processo é todo baseado na narrativa do adolescente. O afastamento ocorre sem que os agentes fossem ouvidos e o sindicato vai recorrer da liminar”, afirma a presidente do Sindsad, Lilian Fernandes.

Segundo ela, o afastamento de sete servidores traz problema ao funcionamento da unidade. De acordo com Lilian, há déficit de profissionais e a categoria espera que o governo realize concurso com 208 vagas que vão atender dez unidades.

A ordem de afastamento é para seis servidores e também para Ricardo Lopes Lima, diretor da Unei à época dos fatos e atual adjunto. Na denúncia, o MP/MS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) narra “fatos criminosos considerados gravíssimos”. O adolescente relata sequência de agressões no mês de setembro, após ser flagrado numa tentativa de fuga.

A pedido da promotoria, o adolescente foi transferido de Unei. O Ministério Público ainda pediu informações sobre escalas, livro de ocorrências e fichas funcionais. O exame na vítima apontou lesão corporal leve.

O afastamento é para evitar novas agressões e que exerçam influência sobre as testemunhas. Em 2016, relatório do MNPCT (Mecanismo Nacional de Prevenção e Combate à Tortura) constatou que a tortura era uma prática recorrente e disseminada na unidade, localizada na saída para Três Lagoas.

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