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Interior

Após pedido da defesa, mulher que matou a filha será julgada em outra cidade

O crime aconteceu em março do ano passado em Brasilândia, mas o júri será em Três Lagoas

Por Viviane Oliveira | 25/10/2021 09:51
Local onde a criança foi enterrada pela mãe em março do ano passado. (Foto: Divulgação PC/MS)
Local onde a criança foi enterrada pela mãe em março do ano passado. (Foto: Divulgação PC/MS)

Acusada de enterrar a filha de 10 anos viva, Emileide Magalhães, 30 anos, será julgada em Três Lagoas. A Defensoria Pública, que faz a defesa dela, entrou com recurso solicitando ao TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul), que o Tribunal do Júri fosse realizado em outra cidade, porque em Brasilândia, onde o crime ocorreu, seria parcial, ou seja injusto.

A Justiça acatou e o processo, que corre em segredo de Justiça, foi remetido para o município vizinho, mas ainda não há data definida. Presa desde o dia 21 de março do ano passado, Emileide vai a júri por homicídio triplamente qualificado por motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima, além de corrupção de menores.

À época, o irmão da vítima, de 13 anos, foi apreendido por participação no crime. Ele confessou que ajudou a mãe a matar a irmã e que ela foi enterrada viva de ponta cabeça, na região do lixão da cidade.

Caso - Na delegacia, ele contou com detalhes de como a irmã foi morta na cidade de Brasilândia, na noite do dia 21 de março. Segundo o garoto, a mãe derrubou a irmã no chão, envolveu o pescoço dela com o fio e começou a enforcá-la, enquanto a criança pedia para não ser morta. Em seguida, colocaram a vítima ainda viva dentro de um buraco que havia no chão, na região da MS-040.

No corpo, segundo a polícia, havia várias lesões, indicando possível ocorrência de tortura. A causa da morte foi asfixia mecânica por compressão do tórax, compatível com o relato do adolescente, apontando que a irmã foi enterrada viva.

O garoto confirmou ainda à polícia que a mãe já havia ameaçado a irmã de morte, caso ela continuasse acusando o padrasto de abuso. Já a mulher, em outra versão, disse que matou a filha em um momento de raiva e negou que cometeu o crime para defender o marido. À época, uma testemunha contou que a vítima havia mencionado, no fim do ano de 2019, ter sido vítima de abuso por parte do padrasto e que não poderia revelar o fato aos professores ou para a polícia por medo de apanhar da mãe.

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