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Interior

Histórico com 11 B.Os, até de estupro, contradiz versão de “pacto de amor"

Delegada diz não duvidar de mais nada em relação ao caso, porém só quem poderá confirmar versão é o suspeito

Por Guilherme Henri e Ângela Kempfer | 15/02/2019 17:18
Rosilei Potronieli e José Gomes Rodrigues (Foto: Divulgação)
Rosilei Potronieli e José Gomes Rodrigues (Foto: Divulgação)

A versão romantizada de que o ex-tenente, excluído da PM, José Gomes Rodrigues, 57 anos, furtou o corpo da ex-namorada da cova, por causa de um “pacto de amor” é colocada em xeque pelo extenso histórico na polícia com surras, estupro e até tortura contra Rosilei Potronieli, assassinada aos 37 anos.

O “pacto” foi mencionado à polícia pelo primo do suspeito, Edson Maciel Gomes, que inclusive ajudou no crime - tirar o corpo do cemitério de Dois Irmãos do Buriti e enterrar na chácara onde o ex-PM morava, em Campo Grande.

Segundo a Polícia Civil, o histórico de violência doméstica de José começa em 2010 quando foi registrada a primeira lesão corporal. No ano seguinte, mais duas queixas pelo mesmo crime foram registradas.

Pelos registros da polícia, 2012 foi o ano em que Rosilei mais sofreu nas mãos de José. São dois registros de lesão corporal e um de estupro. Um dos casos chama a atenção pelos requintes de crueldade: José teria queimado a vagina de Rosilei com um ferro de passar roupa.

No ano seguinte, há outro registro de lesão corporal – violência doméstica. Após dois anos, em 2015 José volta a ser fichado na polícia com mais uma lesão corporal – violência doméstica. Depois deste último caso, em 2018 o ex-tenente é suspeito de ameaçar e também injuriar Rosilei.

O crime mais recente, foi no começo deste ano, quando José voltou a ameaçar Rosilei, crime pelo qual ele chegou a ficar preso.

“Não há amor aí. Com o furto do corpo ele [José] praticou mais um ato de violência contra ela. Mulher não quer ser sequestrada, mantida em cárcere. É o que ele fez, praticamente, com o cadáver”, destacou a delegada que está à frente do caso, Nelly Macedo.

Em contrapartida, a delegada foi questionada se a versão de que existia um “pacto de amor” convenceu a polícia, a delegada destacou que “não consigo duvidar de mais nada, nesse caso. Só o José pode confirmar”, sobre o suspeito que segue foragido.

Obcecado - Nesta semana, José voltou à mira da polícia. Ele é ex-namorado de Rosilei Potronieli, a qual foi morta a facadas depois de discutir em um bar de Terenos.

Definido como “obcecado” pela vítima, o ex-tenente foi ao cemitério de 2 Irmãos do Buriti e com a ajuda de um primo furtou o cadáver da amante na madrugada desta terça-feira (12).

O corpo só foi encontrado ontem (14) à noite enterrado em chácara na Capital depois que o primo resolveu indicar o lugar à polícia. O suspeito continua foragido.

O motivo para o furto do corpo, conforme o primo, era de que Rosilei e José tinham um “pacto de amor”, onde quem morresse primeiro o parceiro buscaria o corpo e o enterraria o mais perto possível.

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