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Campo Grande, Quarta-feira, 19 de Junho de 2019

15/02/2019 17:18

Histórico com 11 B.Os, até de estupro, contradiz versão de “pacto de amor"

Delegada diz não duvidar de mais nada em relação ao caso, porém só quem poderá confirmar versão é o suspeito

Guilherme Henri e Ângela Kempfer
Rosilei Potronieli e José Gomes Rodrigues (Foto: Divulgação)Rosilei Potronieli e José Gomes Rodrigues (Foto: Divulgação)

A versão romantizada de que o ex-tenente, excluído da PM, José Gomes Rodrigues, 57 anos, furtou o corpo da ex-namorada da cova, por causa de um “pacto de amor” é colocada em xeque pelo extenso histórico na polícia com surras, estupro e até tortura contra Rosilei Potronieli, assassinada aos 37 anos.

O “pacto” foi mencionado à polícia pelo primo do suspeito, Edson Maciel Gomes, que inclusive ajudou no crime - tirar o corpo do cemitério de Dois Irmãos do Buriti e enterrar na chácara onde o ex-PM morava, em Campo Grande.

Segundo a Polícia Civil, o histórico de violência doméstica de José começa em 2010 quando foi registrada a primeira lesão corporal. No ano seguinte, mais duas queixas pelo mesmo crime foram registradas.

Pelos registros da polícia, 2012 foi o ano em que Rosilei mais sofreu nas mãos de José. São dois registros de lesão corporal e um de estupro. Um dos casos chama a atenção pelos requintes de crueldade: José teria queimado a vagina de Rosilei com um ferro de passar roupa.

No ano seguinte, há outro registro de lesão corporal – violência doméstica. Após dois anos, em 2015 José volta a ser fichado na polícia com mais uma lesão corporal – violência doméstica. Depois deste último caso, em 2018 o ex-tenente é suspeito de ameaçar e também injuriar Rosilei.

O crime mais recente, foi no começo deste ano, quando José voltou a ameaçar Rosilei, crime pelo qual ele chegou a ficar preso.

“Não há amor aí. Com o furto do corpo ele [José] praticou mais um ato de violência contra ela. Mulher não quer ser sequestrada, mantida em cárcere. É o que ele fez, praticamente, com o cadáver”, destacou a delegada que está à frente do caso, Nelly Macedo.

Em contrapartida, a delegada foi questionada se a versão de que existia um “pacto de amor” convenceu a polícia, a delegada destacou que “não consigo duvidar de mais nada, nesse caso. Só o José pode confirmar”, sobre o suspeito que segue foragido.

Obcecado - Nesta semana, José voltou à mira da polícia. Ele é ex-namorado de Rosilei Potronieli, a qual foi morta a facadas depois de discutir em um bar de Terenos.

Definido como “obcecado” pela vítima, o ex-tenente foi ao cemitério de 2 Irmãos do Buriti e com a ajuda de um primo furtou o cadáver da amante na madrugada desta terça-feira (12).

O corpo só foi encontrado ontem (14) à noite enterrado em chácara na Capital depois que o primo resolveu indicar o lugar à polícia. O suspeito continua foragido.

O motivo para o furto do corpo, conforme o primo, era de que Rosilei e José tinham um “pacto de amor”, onde quem morresse primeiro o parceiro buscaria o corpo e o enterraria o mais perto possível.



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