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Líderes de quadrilha e “Barby do PCC” estão entre os presos pela PF

Selma Nunes Roas foi capturada em Campo Grande e os chefes em Ponta Porã, Maracaju e Balneário Camboriú

Por Helio de Freitas, de Dourados | 12/05/2026 14:54
Líderes de quadrilha e “Barby do PCC” estão entre os presos pela PF
Selma Roas no dia em que foi presa por tráfico em Goiás, em 2018; ela voltou a ser presa hoje (Foto: Arquivo)

Os três líderes da organização criminosa acusada de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro na fronteira de Mato Grosso do Sul com o Paraguai foram presos nesta terça-feira (12) no âmbito da Operação Fornax, deflagrada pela Polícia Federal. Dos 22 mandados de prisão preventiva e prisão temporária decretados pela Justiça Federal, 16 foram cumpridos e 6 alvos são considerados foragidos.

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Três líderes de organização criminosa acusada de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro na fronteira de Mato Grosso do Sul com o Paraguai foram presos na terça-feira (12) pela Polícia Federal na Operação Fornax. Dos 22 mandados decretados, 16 foram cumpridos. Entre os presos está Selma Nunes Roas, a "Barby do PCC". Durante quase três anos de investigação, 16 toneladas de drogas foram apreendidas.

O Campo Grande News apurou que os chefes da quadrilha presos são Alex Benitez Gamarra, Jederson Miranda Perez e Alan Ademir Percece. Alex foi preso em Ponta Porã, Alan em Balneário Camboriú (SC) e Jederson em Maracaju.

Também está entre os presos Selma Nunes Roas, a “Barby do PCC”. Capturada em Campo Grande, ela foi alvo de mandado de prisão temporária. Em 7 de novembro de 2025, Selma foi presa no âmbito da Operação Blindagem, deflagrada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado).

A operação do ano passado mirou esquema de tráfico de drogas, extorsões, comércio ilegal de armas e lavagem de dinheiro. Selma foi apontada como operadora da logística controlada pela facção, mas conseguiu prisão domiciliar 20 dias depois. Na época, ela já possuía antecedentes criminais, entre eles uma prisão em flagrante por tráfico, em Goiás, em 2018.

A reportagem apurou que existem indícios de ligação da organização criminosa investigada no âmbito da Operação Fornax com a facção criminosa, mas até agora não há provas dessa relação.

Além dos três líderes e de “Barby do PCC”, o Campo Grande News apurou que também estão na lista de presos Maria Aparecida Gomes Moraes (preventiva), Edson Benitez (preventiva), Rafael de Araújo Silva (temporária), David Nogueira França (temporária), e Jorge Luis Gonzalez Silva (temporária). Rafael foi preso em Guarujá (SP) e Jorge em Ponta Porã. Os locais das prisões dos demais não foram informados, assim como os nomes dos outros 7 investigados presos hoje.

A operação – Equipes da Polícia Federal foram às ruas hoje de manhã para cumprir 13 mandados de prisão preventiva, 9 de prisão temporária, 47 de busca e apreensão e 12 ordens de bloqueio de ativos financeiros em Ponta Porã, Coronel Sapucaia, Maracaju e Campo Grande; Lucas do Rio Verde e Cuiabá, em Mato Grosso; Uberaba, em Minas Gerais; Balneário Camboriú, em Santa Catarina e em São Paulo, Guarujá e Fernandópolis, no estado de São Paulo.

As investigações conduzidas pela Delegacia da Polícia Federal em Ponta Porã tiveram início em junho de 2023, após a apreensão de quase duas toneladas de maconha. A partir dessa ocorrência, foi identificada a atuação de uma organização criminosa especializada na importação de grandes quantidades de drogas pela faixa de fronteira.

Durante quase três anos de investigação, pelo menos 16 toneladas de drogas da quadrilha foram retiradas de circulação através de sete apreensões.

Estabelecimentos comerciais eram utilizados pelo grupo para ocultação e movimentação de recursos financeiros, entre os quais estão academias, padaria, açougue e oficinas mecânicas.

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