Capivara dá cria e transforma terreno abandonado em refúgio no Jardim Imá
Moradores temem ataques de cães após animais silvestres aparecerem em área tomada por mato e lixo
Moradores da Rua Maria Izaura da Fonseca, esquina com a Rua Jaguaribe, no Jardim Imá, em Campo Grande, convivem há dias com uma situação inusitada e preocupante: uma família de capivaras passou a viver em um terreno baldio tomado por mato alto e lixo acumulado.
RESUMO
Nossa ferramenta de IA resume a notícia para você!
Moradores do Jardim Imá, em Campo Grande, convivem com uma família de capivaras instalada em um terreno baldio abandonado, tomado por mato e lixo. Os animais foram avistados desde sexta-feira (9) e a preocupação aumentou devido a cães soltos que tentaram atacá-los. A PMA informou que não pode retirar os animais do local. A Prefeitura foi contactada, mas não respondeu até a publicação.
A denúncia chegou ao Campo Grande News na tarde desta terça-feira (12), por meio do canal Direto das Ruas. Segundo a moradora, que pediu para não ser identificada, o terreno tem proprietário, mas está abandonado há anos. Com o tempo, o espaço virou ponto de descarte irregular de entulho e lixo.
Desde a última sexta-feira, um casal de capivaras apareceu no local e, pouco depois, os filhotes também foram vistos. Quem percebeu primeiro a presença dos animais foram as crianças da rua.

“Estava escutando barulho no mato, mas nunca imaginei que fossem capivaras. No domingo, a rua de casa estava cheia de gurizada e me chamaram para ver. Do muro da minha casa, consegui ver as duas capivaras. Os filhotes eu ainda não vi, porque o mato está muito alto”, relatou a moradora, afirmando que as crianças entraram no terreno e conseguiram ver os filhotes.
A preocupação dos moradores aumentou por causa da quantidade de cães soltos na região. Segundo a denunciante, um dos cachorros chegou a entrar no mato latindo e tentou atacar os animais silvestres na manhã de hoje. Para afastá-lo, ela precisou jogar água no animal.

A moradora afirma que entrou em contato com a PMA (Polícia Militar Ambiental), mas foi informada de que os animais não poderiam ser retirados do terreno.
Outro problema relatado é a falta de água para as capivaras. A mulher contou que tentou colocar um balde para os animais beberem, mas acabou recuando após a fêmea avançar em sua direção. “Ela veio para cima de mim”, disse.
A reportagem entrou em contato com a Prefeitura de Campo Grande para questionar sobre a situação do terreno, possíveis medidas de fiscalização e o acompanhamento dos animais silvestres na área. Até o momento da publicação, não houve retorno.
Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para acessar o canal do Campo Grande News e siga nossas redes sociais.


