Multado em R$ 21 milhões, industriário é investigado por queimada
Fogo começou na Fazenda Paiaguás, em Aquidauana, e atingiu cinco propriedades vizinhas, segundo fiscalização
O industriário James Almond Eagers foi multado em R$ 21,22 milhões pelo Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul) e é investigado pelo MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) por uma queimada que atingiu 2.121,442 hectares de vegetação nativa na região da Fazenda Paiaguás, em Aquidauana.
RESUMO
Nossa ferramenta de IA resume a notícia para você!
O industriário James Almond Eagers foi multado em R$ 21,22 milhões pelo Imasul e é investigado pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul por uma queimada que atingiu 2.121 hectares de vegetação nativa na Fazenda Paiaguás, em Aquidauana. O fogo começou em setembro de 2024, sem autorização ambiental, e se espalhou por cinco propriedades vizinhas. O inquérito civil apura a regularidade da queimada, a responsabilidade e a reparação dos danos. Ele também foi notificado a apresentar um projeto de recuperação da área.
Segundo a fiscalização, o fogo começou no imóvel em setembro de 2024 e se espalhou para cinco propriedades vizinhas.
- Leia Também
- Com alerta a cada 10 minutos, toda queimada no Pantanal será investigada
- Pantanal resiste ao fogo, mas a combinação de fatores reduz a biodiversidade
O Ministério Público divulgou a abertura do inquérito civil nesta quinta-feira (1º), mas a portaria, assinada pela promotora de Justiça Angélica de Andrade Arruda, da 1ª Promotoria de Justiça de Aquidauana, é do dia 14 de setembro. O procedimento busca apurar a regularidade ambiental da queimada, a responsabilidade civil e as medidas necessárias para reparar os danos.
Conforme o laudo do Imasul, satélite detectou o início do fogo na Fazenda Paiaguás às 18h20 de 23 de setembro de 2024. O incêndio se propagou para além dos limites da propriedade e alcançou as fazendas Poty Porã, Itália, Furna da Garrafa, Serrana e Taboco, segundo o laudo de constatação. A área de vegetação nativa queimada registrada pelos fiscais é de aproximadamente 21,2 quilômetros quadrados, o equivalente a quase 3 mil campos de futebol.
Na Fazenda Paiaguás, a área atingida estava classificada no cadastro ambiental do imóvel como remanescente de vegetação nativa. Os documentos apontam que a queima ocorreu sem autorização do órgão ambiental competente.
A identificação dos focos de calor e a análise da área atingida fizeram parte da Operação Focus 2024, executada pelo Imasul.
De acordo com a divulgação do Ministério Público, James também recebeu notificação para apresentar um Prada (Projeto de Recuperação de Área Degradada e Alterada). O MP vai verificar se o planejamento foi feito e se a recuperação ambiental da área atingida está sendo feita.
Segundo o Imasul, James Almond Eagers foi notificado em 18 de novembro de 2024 e não apresentou defesa no prazo. Já no inquérito civil, o MPMS expediu nova notificação em 24 de setembro de 2026, concedendo dez dias úteis para esclarecimentos e apresentação de documentos. Não consta resposta do investigado no material consultado pela reportagem.


