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Interior

Pai investigado por maus-tratos colou fita adesiva para bêbe parar de chorar

O caso aconteceu em Nova Alvorada do Sul e segue sob investigação da delegacia do município

Por Viviane Oliveira e Clayton Neves | 01/12/2020 11:59
Mãe da criança foi ouvida pela delegada Franciele Candotti, da Depca (Foto: Silas Lima) 
Mãe da criança foi ouvida pela delegada Franciele Candotti, da Depca (Foto: Silas Lima)

Adolescente de 17 anos investigado por maus-tratos a filha de 1 mês chegou a colocar uma fita na boca da criança para ela parar de chorar. A foto que mostra a criança nesta situação foi encaminhada por uma prima do suspeito à Depca (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente). O caso aconteceu em Nova Alvorada do Sul e segue sob investigação da delegacia do município.

Conforme a delegada da Depca, Franciele Candotti, a mãe foi ouvida em Campo Grande na semana passada porque acompanha a criança, que segue internada no CTI (Centro de Terapia Intensiva) pediátrico da Santa Casa em estado grave. Inicialmente, a mulher negou o crime.

Porém, enquanto ela estava na delegacia, uma prima do suspeito enviou foto à polícia mostrando que a criança vinha sofrendo maus-tratos por parte do pai e que a mãe sabia, pois dias antes da agressão ela mesma havia feito imagem da filha com a boca selada por uma fita isolante.

Pressionada pela foto, a mulher contou que no dia do crime havia saído para sacar dinheiro e deixado a bebê com o pai. Ao retornar, encontrou a filha com vários hematomas pelo corpo. Ele disse que a menina tinha caído da cama.

A mulher, então, percebeu que a bebê não estava bem e a medicou com paracetamol. Como a criança não melhorou, a mãe a levou para o hospital da cidade, mas devido a gravidade o bebê foi transferido para a Santa Casa.

A criança deu entrada na unidade de saúde com ferimentos graves no crânio, lesão no olho esquerdo e rompimento do fígado. Segundo a assessoria de imprensa da unidade,  a paciente segue internada aos cuidados da equipe de pediatria. O procedimento com depoimento da mulher foi remetido à delegacia do município, onde o caso continua sendo investigado.

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