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Campo Grande, Sábado, 19 de Outubro de 2019

30/07/2018 13:58

Paraguai confisca bens do braço financeiro de “Cabeça Branca”

Brasileiro acusado de lavar dinheiro do narcotráfico continua preso em Pedro Juan Caballero

Helio de Freitas, de Dourados
Documentos e cheques apreendidos em escritório em Pedro Juan Caballero (Foto: Senad)Documentos e cheques apreendidos em escritório em Pedro Juan Caballero (Foto: Senad)

O brasileiro Eduardo Fernando de Oliveira Moleirinho, preso no dia 25 deste mês acusado de ser o braço financeiro do narcotraficante Luiz Carlos da Rocha, o “Cabeça Branca”, foi levado para o presídio de Pedro Juan Caballero, cidade paraguaia vizinha de Ponta Porã (MS), a 323 km de Campo Grande.

De acordo com a Senad (Secretaria Nacional Antidrogas), Moleirinho era peça-chave do traficante em território paraguaio e operava um esquema envolvendo uma fazenda no departamento de San Pedro e escritórios de contabilidade e de compra e venda de gado e de veículos na fronteira com Mato Grosso do Sul.

O juiz Julián López determinou o confisco de todas as propriedades e contas bancárias de Eduardo Moleirinho. Ele aparece nos documentos apreendidos pela Senad em escritórios de Pedro Juan Caballero como proprietário da Fazenda Lusipar, localizada no departamento de San Pedro, que tem 36 mil cabeças de bois.

Moleirinho também é investigado por participação em inúmeras empresas abertas no Paraguai, algumas fictícias e outras verdadeiras, instaladas na região norte daquele país, na fronteira com MS. Apesar de ser oficialmente grande empresário, ele só tinha dois milhões de guaranis em conta bancária – menos de 1.300 reais.

Segundo policiais paraguaios, investigações feitas em dezembro do ano passado já revelavam a megaestrutura montada por Cabeça Branca para lavagem de dinheiro na fronteira. Várias pessoas foram detidas na época, entre elas Mauro Mereles, ex-presidente do clube de futebol 2 de Mayo, de Pedro Juan Caballero.

Mereles foi citado como principal contador da organização liderada pelo narcotraficante brasileiro. Segundo a Senad, todos os escritórios fechados em dezembro estavam funcionando normalmente e foram mais uma vez fechadas, no dia da prisão de Moleirinho.

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