A notícia da terra a um clique de você.
Campo Grande, Quarta-feira, 21 de Agosto de 2019

04/09/2018 17:11

Promotor quer júri popular para membros do PCC que mataram menino de 5 anos

Cinco bandidos presos em outubro do ano passado são acusados pelo ataque contra morador de Pedro Juan que se suicidou ao ver o filho morto por tiro de fuzil

Helio de Freitas, de Dourados
Rony (cobrindo o rosto) e o brasileiro Bruno Henrique no dia em que foram presos no Paraguai (Foto: ABC Color)Rony (cobrindo o rosto) e o brasileiro Bruno Henrique no dia em que foram presos no Paraguai (Foto: ABC Color)

O promotor de Justiça do Paraguai Hugo Volpe pediu que os cinco bandidos do PCC (Primeiro Comando da Capital) presos no dia 27 de outubro do ano passado sejam levados a julgamento público pelo assassinato de um menino de cinco anos ocorrido dois dias antes da prisão em Assunção, capital paraguaia.

Gabriel Giménez González estava com o pai, William Giménez Bernal, funcionário do narcotraficante brasileiro Jarvis Gimenes Pavão. A caminhonete de Bernal foi alvo de dezenas de tiros de fuzil. O menino estava no banco traseiro e morreu após ser atingido por uma das balas. Ao ver o filho morto, William Bernal se matou com um tiro de pistola na cabeça.

Rony Maximiliano Román, Ruth Natali Echagüe Benítez e Diego Niz Pérez, os três de nacionalidade paraguaia, e o brasileiro Bruno dos Reis de Oliveira foram denunciados por violação da lei de armas, posse de drogas e associação criminosa. O quinto acusado, o paraguaio Anderson Román Valdez, é acusado de violação da lei de armas e associação criminosa.

Com os cinco acusados, policiais paraguaios encontraram um arsenal formado por cinco fuzis, 11 pistolas de diversos calibres, munições e carregadores, além de uma porção de maconha, coletes à prova de bala e quatro carros.

Os veículos foram usados no ataque a William Bernal. A balística também comprovou que os fuzis foram usados no atentado, mas os presos negam o crime de pistolagem.

Bruno Oliveira foi indiciado pela Justiça do Paraguai como chefe do atentado a tiros. O ataque teve ligação com a guerra travada por facções criminosas pelo controle do tráfico na fronteira entre Pedro Juan Caballero (Paraguai) e Ponta Porã (MS).

A ordem para o ataque teria partido do chefe de Bruno, o também brasileiro Elton Leonel Rumich da Silva, 33, o Galã, apontado na época como novo “dono” da na fronteira. Galã foi preso em Ipanema, no Rio, em fevereiro deste ano.

O atentado a Willian Bernal seria vingança pelo ataque a tiros contra a boate After Office, em Pedro Juan Caballero, em 24 de julho do ano passado. Onze pessoas ficaram feridas e quatro morreram na boate – os brasileiros membros do PCC Ivanilton Moretti, 36, o Grandão, e Felipe Alves, 24, o Filhote, além de duas moradoras de Ponta Porã.

Bernal foi acusado de ordenar o ataque, que tinha Galã como alvo. Os dois mortos seriam seguranças dele. Segundo fontes da polícia, Bernal era um dos principais líderes do grupo de extermínio denominado “Justiceiros da Fronteira”.

imagem transparente

Classificados


Desenvolvido por Idalus Internet Solutions