Proprietária nega volta de indígenas e relata destruição em fazenda
Alda Curado afirma que indígenas deixaram a área após invasão e diz ter tido casas e galpão queimados
A proprietária da Fazenda São Sebastião, Alda Lemos Brito Curado, contestou nesta segunda-feira (15) a informação de que indígenas da Aldeia Buriti teriam retornado à propriedade, em Sidrolândia a 69 km de Campo Grande. Em entrevista concedida ao Campo Grande News, ela afirmou que o grupo não permaneceu na área após a ação ocorrida no sábado (13).
RESUMO
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A proprietária da Fazenda São Sebastião, Alda Lemos Brito Curado, negou que indígenas da Aldeia Buriti permaneceram na propriedade em Sidrolândia após o ataque ocorrido no sábado (13). Segundo ela, o grupo incendiou três casas e um galpão, algemou funcionários e os expulsou do local. A Funai confirmou o retorno dos indígenas, mas em área distinta da sede da fazenda, que é alvo de disputa judicial com decisões favoráveis à família em três instâncias.
Segundo Alda, os indígenas chegaram à fazenda por volta das 14h30. A proprietária relatou que funcionários foram rendidos e obrigados a deixar o local. "Eles entraram, chegaram, algemaram meus funcionários, ameaçaram de morte, mandaram os meus funcionários sair e tacaram fogo na fazenda”, declarou.
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A proprietária afirmou que, após os episódios de destruição, os indígenas deixaram a área. "Eles não ficaram. Foram lá para destruir só", disse.
De acordo com Alda, ainda não é possível calcular os prejuízos causados. Ela relatou que três casas existentes na propriedade foram queimadas, além de um galpão. Segundo a produtora rural, todos os bens que estavam nas construções foram destruídos pelo fogo.
"Minhas três casas da fazenda foram queimadas, o galpão foi queimado, tudo que estava dentro. Meus funcionários saíram com a roupa do corpo", afirmou.
A proprietária informou que, no momento da ação, havia dois funcionários na fazenda, além da esposa de um deles e uma criança de dois anos. Conforme seu relato, quando equipes policiais chegaram ao local encontraram apenas estruturas danificadas.
Alda também afirmou que não houve mediação prévia do governo federal, da Funai (Fundação Nacional dos Povos Indígenas) ou do Ministério dos Povos Indígenas. Segundo ela, representantes da Funai estiveram na fazenda apenas no domingo (14), quando avaliaram a situação da propriedade.
Durante a entrevista, a proprietária também mencionou o desaparecimento de máquinas da fazenda. Segundo ela, os equipamentos foram localizados posteriormente por forças de segurança com auxílio de helicóptero da Polícia Militar. "Nós localizamos a máquina através do helicóptero da PM", afirmou.
De acordo com Alda, equipes da Polícia Militar Tática e da Guarda Rural de Sidrolândia estiveram na área. Ela disse ainda que viaturas permanecem na propriedade e que familiares e funcionários seguem no local.
Segundo ela, a disputa judicial envolvendo a fazenda já teve decisões favoráveis à família em três instâncias. "Nós ganhamos a causa em três instâncias", declarou, acrescentando que o processo está atualmente no STJ (Superior Tribunal de Justiça).
O coordenador da Funai em Campo Grande, Dione Alcântara Batista, disse ao Campo Grande News que os indígenas retornaram hoje à fazenda, mas que estão em uma área que pertence à fazenda, mas não na sede da propriedade.
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