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Campo Grande, Domingo, 23 de Setembro de 2018

30/05/2017 08:25

Paralisação da Educação deixa 80% dos alunos do Estado sem aula

Servidores estão reunidos no Parque dos Poderes para um ato em frente a SED; Docentes cobram reajuste de 7,64% do piso salarial

Yarima Mecchi e Marcus Moura
Escola Estadual Lúcia Martins Coelho fechada. (Foto: André Bittar)Escola Estadual Lúcia Martins Coelho fechada. (Foto: André Bittar)

Cerca de 80% dos alunos da Rede Estadual de Ensino estão sem aula nesta terça-feira (30) por causa da paralisação dos servidores da Educação, professores e administrativos. De acordo com o presidente da Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de MS), Roberto Botareli, cerca de 25 a 30 mil profissionais pararam sua atividades hoje.

"A nível de estado a paralisação é de cerca de 80% e em Campo Grande passa de 90%. Ainda estamos fazendo o levantamento", afirmou Botareli.

A paralisação de hoje é realizada pela
Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de MS) porque a categoria não recebeu o aumento de 7,64% do piso salarial nacional que tem janeiro como data-base.

Mato Grosso do Sul tem 266.255 estudantes matriculados, ou seja, 213.004 alunos ficaram em casa hoje. Ao todo são 183 escolas em tempo integral e 368 de ensino regular, conforme dados da Sed (Secretaria Estadual de Educação).

Os servidores estão reunidos na rotatória da avenida Afonso Pena com o Parque dos Poderes, para um ato em frente a Sed. A paralisação atinge 68 municípios do interior.

Professores no Parque dos Poderes. (Foto: André Bittar)Professores no Parque dos Poderes. (Foto: André Bittar)

"Esse é só um alerta, não descartamos uma greve geral. Pedimos em março para a secretária de Educação, Maria Cecília, intervir ao governo, mas se interviu não deu resultado", destacou.

Conforme a Fetems, o aumento é assegurado pela Lei 11.738/2008, a chamada Lei do Piso, e pela Lei Complementar Estadual n.º 200/2015. A Federação reclama ainda da não incorporação de abono de R$ 200,00 no salário dos servidores administrativos da Educação.

O presidente do ACP (Sindicato Campo-grandense dos Profissionais da Educação Pública), Lucílio Nobre, disse que o sindicato está apoiando a Fetems. A expectativa é que quatro mil pessoas devem participar do ato no Parque dos Poderes.

"Essa é a única alternativa de cobrar um posicionamento do Governo do Estado. Estamos analisando a possibilidade de caminhar até a governadoria", afirmou.



Esse governo não tem noção do que a educação representa para uma Nação. Chega de fazer investimento em setores errados, tem que cortar os gastos da Assembleia Legislativa, do Tribunal de Contas (cabide de empregos de políticos em fim de carreira), em Publicidade. Tem que investir em Educação, Saúde e Segurança.
 
Ezequiel em 30/05/2017 09:02:04
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