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Bate Papo Empreendedor

Ajuda genuína? Sim, sempre busque isso

Por Heitor Castro | 08/12/2020 14:10

Certo dia, um homem estava caminhando e encontrou um pequeno casulo na calçada, em seguida, olhou, pensou e resolveu levá-lo para casa.

No dia seguinte viu que havia um buraco no casulo e que uma pequena borboleta estava lutando para sair dele. Ele ficou observando por algumas horas e de repente, percebeu que ela tinha parado de lutar, parecia que havia se rendido.

Ele ficou sentido e, com delicadeza, ampliou o espaço para que a borboleta pudesse sair. Depois de um tempo finalmente a borboleta saiu, mas seu corpo estava fraco e suas asas estavam pequenas ainda.

O homem achou que isso era normal e continuou a observar, esperando que a borboleta abrisse as asas e voasse para longe. Infelizmente a borboleta apenas se arrastou em círculos e nunca chegou a voar.

Gosto muito dessa história porque me faz pensar que ao longo da vida, todos devem cometer seus próprios erros para aprender e amadurecer. Se intervirmos sempre e resolvermos tudo no lugar do outro, estaremos tirando a oportunidade de aprendizado que pode ser — muito valiosa — para essa pessoa mais tarde.

A verdade é que em alguns casos, a melhor forma de ajudar é ficar ausente. Porque as vezes nossa intervenção direta não é necessária, simplesmente nosso suporte emocional.

Existem questões que não podemos resolver para os outros, mas podemos apoiar, deixando eles saberem que estamos ao lado deles.

De fato, não importa o quanto amamos uma pessoa, não podemos suportar seu sofrimento ou resolver seus problemas em seu lugar, isso é algo que eles devem fazer por si mesmos.

Mas Heitor, você está sendo muito duro, quando então deveria me envolver?

Apenas pense que se uma pessoa sempre tiver alguém que resolva problemas em seu lugar, ela se tornará emocionalmente incapacitada e frágil.

Pense que uma vida sem obstáculos não permite que você cresça, evolua, na verdade, nem sequer permite que você se conheça bem, pois descobrimos quem realmente somos e até onde podemos chegar quando estamos em situações extremas.

Buscar um atalho e permitir que os outros resolvam nossos problemas, quase nunca é o melhor caminho. É verdade, podemos chegar mais rápido, mas se a próxima corrida for mais intensa, sairemos na metade porque não estaremos prontos.

Se você agir de uma forma super protetora com as pessoas que realmente importam para você, vai ajudar? Sim, vai ajudar a nunca estenderem suas asas, roubando a chance de se conhecerem melhor e de testarem seu potencial.

Fora tudo isso, focar sempre em resolver problemas dos outros às custas de nossas próprias energias positivas — bem intencionadas — pode gerar o inverso, uma vez que contribuímos para criar pessoas egoístas que esperam que estejamos sempre à sua disposição.

A consequência é lógica, é provável que eles nem saibam apreciar os grandes sacrifícios que fizemos.

Ajuda genuína? Sim, sempre busque isso. Mas quando alguém realmente precisar desse suporte, quando seus recursos psicológicos ou físicos não permitirem que essa pessoa avance. E, mesmo assim, a ajuda quase nunca deveria resolver o problema, mas sim fornecer as ferramentas para ajudar essa pessoas encontrar o caminho.

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