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15/06/2019 11:05

Remédio para epilepsia está sendo investigado na justiça

Mário Sérgio Lorenzetto
Remédio para epilepsia está sendo investigado na justiça

A justiça espanhola mandou os donos de uma indústria farmacêutica irem para o banco dos réus. A farmacêutica francesa Sanofi produz o Depakine, um anticonvulsivante e estabilizador de humor, usado no tratamento de epilepsia. A acusação afirma que o Depakine é a nova Talidomida, causa má formação nos fetos e transtornos autistas.

Remédio para epilepsia está sendo investigado na justiça
Remédio para epilepsia está sendo investigado na justiça

Indenizações ultrapassam 5 milhões de euros.

O juiz de Madri aceitou a demanda de quatro famílias, cujos filhos nasceram entre 2002 e 2007, com graves problemas de saúde e, por isso, reclamam indenizações de 5,2 milhões de euros. Os afetados acusam a indústria de ter comercializado o produto "sem as condições mínimas de segurança e sem facilitar uma informação adequada sobre os riscos que comportava".

Remédio para epilepsia está sendo investigado na justiça
Remédio para epilepsia está sendo investigado na justiça

Sanofi já foi condenada na França.

A empresa, que também enfrenta demandas na França, onde foi condenada em primeira instância, admite os danos que o Depakine pode causar nos fetos, mas nega ter ocultado dados. No Brasil esse medicamento é vendido livremente com o mesmo nome comercial.
O princípio ativo é o ácido valproico (sinônimo de valproato sódico) que já deveria ter sido proibido desde os anos oitenta do século passado. Desde aquela época a literatura médica começou a assinalar danos em fetos e as evidências acumularam desde então, mas a farmacêutica levou três décadas para advertir claramente dos perigos do Depakine.

Remédio para epilepsia está sendo investigado na justiça

Os perigos do Depakine.

Entre os problemas de saúde causados pelo Depakine estão a espinha bífida - algumas vértebras que recobrem a medula espinhal não são totalmente formadas, permanecendo abertas e sem se fundirem -, má formação no crânio e na face, má formação no coração, nos rins, no aparelho urinário e nos órgãos sexuais. Estimam que entre 30% a 40% das crianças em idade escolar cujas mães tomaram o Depakine durante a gravidez, podem ter problemas de desenvolvimento na infância. A decisão salutar do governo deveria ser a de proibir o Depakine em solo nacional.

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