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Manoel Afonso

O Centrão não vira a mesa, não quebra pratos. Negocia!

Por Manoel Afonso | 10/09/2021 08:35

DEPENDÊNCIA: Com as manifestações de 7 de setembro e suas repercussões também no campo político, ganham ainda mais força as previsões de que a sucessão estadual estará atrelada a eleição presidencial. As declarações de lideranças partidárias e as postagens nas redes sociais leva-nos a prever um quadro complicadíssimo para 2022.

EXEMPLO: O deputado Fabio Trad (PSD) expõe sua posição postando nas redes sociais esse texto : “Mais um crime no discurso de Bolsonaro na Paulista. Crime de responsabilidade. É ler o art. 85 da CF/88 e os artigos 4º e 6º da Lei 1079/50 para concluir pelo enquadramento legal. O pais está sendo governado por um serial killer do Estado democrático de Direito”.

FUTURO: A entrevista do presidente nacional do PSD – Gilberto Kassab sinalizou a tendência da sigla nesta bifurcação partidária. Os efeitos no cenário estadual atingem o ‘clã Trad’ que hoje ocupa importante espaço, embora ainda não haja pesquisas para detectar os percentuais de ganhos e perdas deste eventual rompimento com o Planalto.

EQUILÍBRIO: Atravessando ótima fase de relações com o Palácio do Planalto que tem desaguado em benefícios ao Estado, não é difícil prever a situação do governador Reinaldo Azambuja (PSDB). Claro, seguirá adotando a filosofia mineira de conviver bem com o Governo Federal, ao contrário do colega tucano João Dória Jr, de São Paulo (com vida própria).

A FATURA: Os políticos astutos do ‘Centrão’ pedirão mais ministérios e vantagens ao Governo para continuar apoiando Bolsonaro. Quanto mais dependente o presidente ficar para aprovar seus projetos ou se safar de um impeachment, melhor será para esses políticos que não brincam em serviço e que no passado ( através do Mensalão) eram da base dos Governos Lula/Dilma. Afinal, o ‘Centrão’ não vira a mesa e nem quebra pratos. Negocia!

DEPUTADOS & AÇÕES: Paulo Corrêa (PSDB): Experiência e habilidade garantem as sessões e trabalhos legislativos em plena pandemia. José Teixeira (DEM): atendendo vereadores, prefeitos, entidades e vários segmentos do agronegócio como interlocutor experiente junto ao Governo Estadual; Lucas de Lima (Sol): ativo nas sessões, aguarda parecer da CCJR do seu projeto para implantar anticoncepcional gratuito nas mulheres em situação de rua e de baixa renda através da Rede Estadual de Saúde. Gerson Claro (PP):pede ao Governo Estadual adaptações na lei isentando de impostos para a aquisição de veículos pelos deficientes físicos; em conexão direta com a Secretaria de Saúde sobre a vacinação anti Covid-19. Antônio Vaz (PR): presidente da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa monitora os números da campanha de vacinação no MS. e comemora o excelente desempenho, referência nacional.

LEVY DIAS: Um ano doído pelas perdas do filho Levyzinho (39) e do irmão Davi Dias (87) ( Covid-19). Além disso, a esposa Neide é portadora do Mal de Alzheimer. Aos 83 anos de idade o ex-senador e ex-prefeito da capital tem energia para o afago familiar e tocar os negócios liderados pela suinocultura pioneira que implantou no MS.

PROJETO: Levy revelando ao colunista que planeja por insistência da filha Adriana - registrar em obra biográfica sua trajetória política, iniciada ainda em 1966 com a eleição para deputado estadual. Pela sua liderança e estilo, Levy foi protagonista de episódios marcantes que não podem ficar ao sabor do tempo. Merecem registros em livro.

SEM MÁGOAS: Apesar dos dramas familiares, da cirurgia cerebral a que se submeteu e dos percalços políticos, Levy é equilibrado, não destila mágoas - nem do ex-governador Pedrossian que o demitiu pelo Diário Oficial do cargo de prefeito da capital e o impediu de ser o candidato do PDS (no lugar de José Elias Moreira), contra Wilson B. Martins em 1982.

TRAJETÓRIA: 1970 – Levy, deputado estadual; 1972 – eleito prefeito da capital; 1978 deputado federal; em 19/11/80/ nomeado prefeito da capital ; 06/04/1982 é demitido do cargo e reeleito (1982) deputado federal; 1985 disputa a prefeitura da capital e perde para Juvêncio C. Fonseca; 1986 reeleito deputado federal; 1990 eleito senador; 1994 disputa o Governo com Wilson B. Martins;1998 tentou sem sucesso voltar à Câmara Federal.

AÇÕES PARLAMENTARES: Pedro Kemp (PT): pede que a licença maternidade seja igual para as servidoras efetivas e as contratadas; abordou a alta do preço da cesta básica e seus impactos. Neno Razuk (PTB): Figura na lista ( Ranking Pesquisas) dos deputados mais atuantes; com prefeitos e vereadores cumpriu proveitosa agenda em Brasília liberando vultosos recursos. Evander Vendramini (PP): Requer ao Ministério da Infraestrutura estudo para dragagem do Rio Paraguai; seu projeto de prorrogação do prazo para licença ambiental aprovado em 1ª. discussão. Mara Caseiro (PSDB): aprovada moção de louvor aos policiais que evitaram suicídio em Aquidauana; pede reforma de escola e de parque poliesportivo de Camapuã; João H. Catan (PL): é de sua autoria proposta prevendo concessão de benefícios diversos às mães doadoras de lei materno. A matéria vai à Comissão de Constituição Justiça e Redação.

ERRROOOUUU.... Medir forças com os bolsonaristas no mesmo dia foi um erro estratégica do PT, como mostraram os preparativos e depois as imagens de São Paulo, Rio e Campo Grande. Ao radicalizar, Bolsonaro mantem seu time coeso na polarização. É bem simples a sua tática: somar os seus apoiadores com os eleitores que rejeitam o outro candidato. Foi assim que ele chegou lá.

SEM ESPAÇO? 7 de setembro foi desastroso para Ciro Gomes (PDT) e outras lideranças que ainda sonham com candidaturas próprias ou a chamada terceira via. A polarização entre bolsonaristas e petistas tomou a maioria do espaço eleitoral. A questão do impeachment deve ser a principal pauta da oposição nestes próximos dias.

‘FUX & LIRA’: Quem esperava mais do ministro (STF) Luiz Fux se decepcionou. Ele falou, falou e passou a ‘batata quente’ para Artur Lira, presidente da Câmara. Lembrou aquele pai que só adverte o filho incorrigível. Quanto ao deputado, no poderoso cargo, descartou eventual impeachment e nem na hipótese de entregar os ‘saborosos cargos’. Tudo como dantes...

‘NO DIVÃ’: Sobra emoção, falta razão. Pedro Kemp (PT) é um bom deputado, com formação inclusive em psicologia. Mas se nervoso perde equilíbrio em certas situações. Desta vez - ouviu repetitivos e constrangedores ‘cala a boca’ de seu colega Coronel David (sem partido) aparteado indevidamente pelo petista que o taxou de hipócrita. Caso de terapia?.

AÇÕES & DEPUTADOS: José C. Barbosa (DEM): destacando a importância do programa que leva internet a zona rural do MS; esteve em Angélica e Deodápolis na entrega de obras da Sanesul. Amarildo Cruz (PT): Insiste no pedido de criação da Delegacia dos Crimes Raciais; é seu o projeto declarando de Utilidade Pública a Colônia dos Pescadores Profissionais e Artesanais Claudio Valério da Silva de Anastácio. Lídio Lopes (Patri): Elogiou atuação do Governo contra o Covid-19, mas solicitou da tribuna que o Governo mantenha o valor do IPVA cobrado em 2021 devido a crise financeira . Capitão Contar(PSL): sancionada lei de sua autoria sobre essencialidade de restaurantes na pandemia; comemora o sucesso da motociata que liderou no 7 de setembro na capital. Marçal Filho (PSDB): sancionada sua lei que institui campanha permanente de conscientização e incentivo à vacinação em todo o Mato Grosso do Sul.

ANTÔNIO JOÃO:  Em vídeo nas redes sociais o jornalista critica a senadora Simone Tebet (MDB) pelas declarações contra Bolsonaro e seu desejo de disputar a sucessão presidencial - aliando-se ao PT. AJ também revela o seu encontro com o deputado Eduardo Rocha (MDB) quando perguntou-lhe ‘se a Simone havia virado comunista’. Pimentas da política.

JUSTIÇA! Na hora agá o presidente Sérgio Longen arregaçou as mangas da camisa e fez da FIEMS trincheira anti Covid-19. Os drive-thru na capital, Dourados e Corumbá, além de doações de máscaras, respiradores e álcool 70º GL são ações vitais iniciadas desde o surgimento dos primeiros casos. Entidade que se preza não se omite. A nossa sociedade reconhece e agradece.

ÔLHO NELA!  Na coluna passada falamos da situação cômoda da deputada Rose Modesto (PSDB). Ela continua surfando no cenário político como mostram os números da Ranking Pesquisas e de outros institutos que estão vendo sua boa aceitação também para o Senado. Portanto temos mais uma alternativa interessante nesta pauta de nomes e cargos em 2022. Convenhamos, ela é um animal político em ascensão.

‘NO BANANAL: Neste país quando você imagina já ter visto tudo surgem situações inusitadas de fazer rir ou chorar. Após todo aquele bafafá, com direito a discursos, passeatas, faixas e tudo mais, eis que Bolsonaro nos brinda com uma carta de conteúdo no mínimo contraditório. Enquanto isso a inflação e o dólar disparam. Resta aquela pergunta : “e agora, quem irá nos salvar – se o Chapolim está fora do ar”?

PONTO FINAL: “Fracassei em tudo o que tentei na vida. Tentei alfabetizar as criança brasileiras, não consegui. Tentei salvar os índios, não consegui. Tentei fazer uma universidade séria e fracassei. Tentei fazer o Brasil desenvolver-se autonomamente e fracassei. Mas os fracassos são minhas vitórias. Eu detestaria estar no lugar de quem me venceu”. (Darcy Ribeiro)

PILULAS DIGITAIS:

De que lado da terra plana vamos pular?

Na partida de xadrez entre bolsonarista e petista as peças fogem com medo do tabuleiro.

E fica estabelecida a pena de prisão para criadores de anúncios com a frase: “parcelas que cabem no bolso”. (Carlos Castelo)

“A imparcialidade existe. No cemitério todos os moradores eternos são radicalmente assim”.

“Fanatismo e inteligência nunca moraram na mesma casa”. ( deputado Fábio Trad)

É a segunda vez numa semana em que um monte de gente vestiu a camisa verde amarela da seleção para nada





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